Os protestos que se espalham pelo país tem entre os que o festejam alguns expoentes da oposição e da direita no País. O senador Aécio Neves, hoje talvez o nome mais em voga dos que se opõem ao governo do PT já celebra as manifestações atribuindo-as a um sentido anti-Dilma. Outros, como os notórios parlamentares do PSOL e membros dos radicais PSTU e PCO também pedem a queda de Dilma como se viu na passeata no Rio onde um cartaz pedia "Fora Cabral" e "Fora Dilma"...
O que tanto a direita do PSDB e a esquerda amalucada dos radicais não atinou foi para o fato de que há duas consequências lógicas caso sejam atendidos em sua pregação e partidarização das manifestações populares. A primeira - que ainda não surgiu na grande mídia apelida PIG, mas que pode vir a surgir - seria a volta da intervenção militar para trazer "a ordem ás ruas", vale dizer a volta à ditadura. A outra é a que nos parece mais lógica a acreditar que o movimento é de fundo democrático da manifestação do cidadão e pode desembocar naquilo que a oposição mais abomina: a volta de Lula ao poder.
Enfraquecer e até derrubar o governo Dilma daria numa dessas duas saídas e na segunda, obviamente Lula novamente candidato conta com o que se costuma chamar "maioria silenciosa" e fatalmente venceria uma eleição presidencial.
A outra pode nos dar a volta ao Palácio do Planalto das dragonas da ditadura sonhada pelos generais de pijama que conspiram em sua triste aposentadoria (a reforma militar) como forma de voltarem ao exercício do poder. Essa traria à tona lembranças dolorosas ao povo e creio ter pouca chance de vingar.
Daí o erro de cálculo dos que, pela direita e pelo neoliberalismo político do PSDB, comemoram o movimento: poder dar Lula antes mesmo de 2014...
Senador Aécio Neves (PSDB-MG) posta mensagem no Facebook em que, de
certa forma, celebra os protestos que se espalham por várias capitais;
"São brasileiros de diversas partes do país se mobilizando, entre outras
questões, contra o aumento de passagens, contra a baixa qualidade dos
serviços públicos, de transporte, de saúde e de educação, contra os
desvios éticos na política e contra a pressão exercida pelo aumento do
custo de vida", diz