Aécio Neves, o sem educação...
Aparte semanal do Minas Sem Censura ao artigo assinado pelo Senador, publicado na Folha de São Paulo (País rico é país com educação).
Aécio Neves sem educação
Do: Minas Sem Censura
A falta de educação é a marca do novo textinho de Aécio, desta segunda-feira. Começa ele dizendo que “Semana passada defendi a alocação exclusiva dos recursos do pré-sal na educação brasileira”.
Primeiro, se não por razões de honestidade intelectual (até porque lhe falta intelecto), mas por razões de “direito” autoral, deveria ele fazer uma referência ao deputado petista Zarattini, autor da primeira proposta sobre o tema, ou à presidenta Dilma Rousseff, que enviou Projeto de Lei formalizando a alocação dos citados recursos na educação.
Segundo, poderia também o senador Neves pedir desculpas à nação por ter defendido que os recursos dos royalties do pré-sal ficassem no Rio de Janeiro, para o desuso... em educação.
Todos sabem que o oportunismo de Aécio Neves foi um dos obstáculos nesse debate, no ano passado. Agora vem ele requentando uma proposta que tem DNA: a luta de um amplo movimento social, que vem desde os tempos da resistência à Ditadura Militar e que se materializa por iniciativa de um deputado petista e da presidenta petista: garantir fontes sustentáveis ao financiamento da educação. Por trinta, quarenta ou mais anos, parte significativa dos recursos arrecadados com o petróleo integrará tal fonte.
A terceira falta de educação de Aécio é a ausência de reconhecimento de que ele teve muitas oportunidades em sua vida para se dedicar ao assunto e nada fez. Desde seus tempos de “assíduo e exemplar” aluno do curso de economia, iniciado no Rio de Janeiro e concluído na PUC-MG, com ajuda do avô, passando por seus 16 anos anos como deputado federal (tendo sido líder do PSDB e presidente da Câmara), seus 7 anos e 3 meses de governador e seu, até então, pífio mandato de senador. Ele sempre teve outras prioridades.
Como governador, basta dizer que não cumpriu a lei do Piso Nacional, improvisou na efetivação sem concurso de 100 mil trabalhadores e trabalhadoras da educação (fato que será objeto de decisão agora no STF) e legou ao seu sucessor o vexame de pedir, ao Tribunal de Contas do estado, autorização para descumprir a Constituição Federal (sic).
Seu preposto, Antônio Anastasia, ainda retoma as malfadadas turmas multiseriadas, “inova” banindo a Educação Física qualificada do ensino básico, improvisa docentes na oferta de disciplinas para as quais não têm formação e por aí vai. Diga-se de passagem, temos: a suspeição nos processos de avaliação da qualidade do ensino no estado que ficou em evidência no triste episódio em que os alunos não poderiam entregar preenchido o gabarito das avaliações feitas; transferindo isso para profissionais terceirizados e contratados pelo próprio governo.
Não falaremos aqui de outras faltas de educação do senador Neves.
Apenas registraremos que educação é coisa muito séria. Deve envolver muito mais que esferas de poder. O conjunto da sociedade, mobilizado pela comunidade escolar (educadores, pais e alunos), deve ser sujeito ativo nessa discussão. Uma “viragem” cultural deve se proceder no país: e começa com as cotas raciais; ProUni, a efetivação da Lei do Piso; um sólido Plano Nacional da Educação; com a qualificação de servidores; com a garantia de segurança alimentar para os alunos carentes; assim como moradia decente e acesso à saúde.
Muito falta para resgatarmos essa dívida social de 500 anos. Mas não será com a falta de educação de um candidato a presidente, com tamanha inadimplência sobre o tema, que avançaremos.
Anexo: Artigo aécio - 13 de maio.doc
http://www.minassemcensura.com.br/conteudo.php?MENU=&LISTA=detalhe&ID=829
A falta de educação é a marca do novo textinho de Aécio, desta segunda-feira. Começa ele dizendo que “Semana passada defendi a alocação exclusiva dos recursos do pré-sal na educação brasileira”.
Primeiro, se não por razões de honestidade intelectual (até porque lhe falta intelecto), mas por razões de “direito” autoral, deveria ele fazer uma referência ao deputado petista Zarattini, autor da primeira proposta sobre o tema, ou à presidenta Dilma Rousseff, que enviou Projeto de Lei formalizando a alocação dos citados recursos na educação.
Segundo, poderia também o senador Neves pedir desculpas à nação por ter defendido que os recursos dos royalties do pré-sal ficassem no Rio de Janeiro, para o desuso... em educação.
Todos sabem que o oportunismo de Aécio Neves foi um dos obstáculos nesse debate, no ano passado. Agora vem ele requentando uma proposta que tem DNA: a luta de um amplo movimento social, que vem desde os tempos da resistência à Ditadura Militar e que se materializa por iniciativa de um deputado petista e da presidenta petista: garantir fontes sustentáveis ao financiamento da educação. Por trinta, quarenta ou mais anos, parte significativa dos recursos arrecadados com o petróleo integrará tal fonte.
A terceira falta de educação de Aécio é a ausência de reconhecimento de que ele teve muitas oportunidades em sua vida para se dedicar ao assunto e nada fez. Desde seus tempos de “assíduo e exemplar” aluno do curso de economia, iniciado no Rio de Janeiro e concluído na PUC-MG, com ajuda do avô, passando por seus 16 anos anos como deputado federal (tendo sido líder do PSDB e presidente da Câmara), seus 7 anos e 3 meses de governador e seu, até então, pífio mandato de senador. Ele sempre teve outras prioridades.
Como governador, basta dizer que não cumpriu a lei do Piso Nacional, improvisou na efetivação sem concurso de 100 mil trabalhadores e trabalhadoras da educação (fato que será objeto de decisão agora no STF) e legou ao seu sucessor o vexame de pedir, ao Tribunal de Contas do estado, autorização para descumprir a Constituição Federal (sic).
Seu preposto, Antônio Anastasia, ainda retoma as malfadadas turmas multiseriadas, “inova” banindo a Educação Física qualificada do ensino básico, improvisa docentes na oferta de disciplinas para as quais não têm formação e por aí vai. Diga-se de passagem, temos: a suspeição nos processos de avaliação da qualidade do ensino no estado que ficou em evidência no triste episódio em que os alunos não poderiam entregar preenchido o gabarito das avaliações feitas; transferindo isso para profissionais terceirizados e contratados pelo próprio governo.
Não falaremos aqui de outras faltas de educação do senador Neves.
Apenas registraremos que educação é coisa muito séria. Deve envolver muito mais que esferas de poder. O conjunto da sociedade, mobilizado pela comunidade escolar (educadores, pais e alunos), deve ser sujeito ativo nessa discussão. Uma “viragem” cultural deve se proceder no país: e começa com as cotas raciais; ProUni, a efetivação da Lei do Piso; um sólido Plano Nacional da Educação; com a qualificação de servidores; com a garantia de segurança alimentar para os alunos carentes; assim como moradia decente e acesso à saúde.
Muito falta para resgatarmos essa dívida social de 500 anos. Mas não será com a falta de educação de um candidato a presidente, com tamanha inadimplência sobre o tema, que avançaremos.
Anexo: Artigo aécio - 13 de maio.doc
http://www.minassemcensura.com.br/conteudo.php?MENU=&LISTA=detalhe&ID=829
