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quarta-feira, 15 de maio de 2013

A má fé por manchete...

Quando o jornalismo tende a levar a conclusões partidarizadas, como o fazem regularmente a Folha de S. Paulo, a Veja, o O Globo e o O Estado de S. Paulo, os editores dos portais desses órgãos de imprensa acabam por dar com os burros n´água, tamanha a discrepância entre o que mancheteiam e o que é a notícia. 

O melhor exemplo disso está, ou estava, hoje no portal UOL, da Folha de S. Paulo que chamou na cabeça de página a seguinte manchete: 


Aí, o imbecil do leitor - um Hommer Simpsom como diria William Bonner - fica apreensivo por ver a carga tributária no Brasil mais uma vez batendo recorde. 

Acontece que a notícia não tem nada a ver com carga tributária geral como sugere a chamada. Diz de um caso específico de contribuição tributária de trabalhador autônomo comparada a de um trabalhador empregado sob vínculo. 

É má fé ao máximo, como se pode ver na notícia para a qual é feita a chamada com aquele estradalhaço.

15/05/2013 - 03h00

Imposto de trabalhadores de mesma renda pode variar até 10 vezes, diz BID

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RAUL JUSTE LORES
DE WASHINGTON
Um novo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) diz que o Brasil é o campeão em "desigualdade horizontal" na hora de pagar impostos.
Ou seja, apresenta a maior diferença entre o que é cobrado a trabalhadores com a mesma renda, apenas pelo regime fiscal escolhido.
Um trabalhador em uma empresa de um funcionário só, que paga o imposto Simples como pessoa jurídica, contribui com o equivalente a um décimo do que paga o assalariado de igual renda com carteira assinada.
Em outros países da região, a diferença é irrisória, como no Chile, ou de menos de 3 vezes, como no México.
O estudo de 388 páginas será lançado hoje na sede do banco em Washington. Nele, confirma-se que o Brasil tem a maior carga tributária da América Latina e que é o país do mundo em que são necessárias mais horas para se preencher e pagar impostos (são 2.600 por ano).
"Sabemos que a Receita Federal brasileira é moderna e já usa vários procedimentos on-line. Mas o sistema tributário é complexo demais, há 15 impostos aonde deveriam haver 3 ou 4. Só no consumo, há 5 impostos incidindo sobre cada mercadoria", disse à Folha uma das autoras da pesquisa, a economista argentina Ana Corbacho.

Editoria de Arte/Folhapress
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