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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

A necrópsia de uma pesquisa...


Este é o comentário do


"Olha só como foi feita a pesquisa Globo/IBOPE publicada ontem no Jornal Nacional. As reflexões abaixo foram feitas a partir da matéria publicada pelo G1 da Globo. Link para o G1:

http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/blog/eleicao-em-numeros/post/veja-intencao-de-voto-para-presidente-em-sp-rj-pe-mg-e-df-segundo-o-ibope.html


Fonte: Facebook





segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Os abutres do veloriomício...

Um excelente artigo publicado no Blog do Luís Nassif Online mostra bem a quantas andam os sentimentos dessa gente que faz a "nova política" no Brasil: Vale a pena lê-lo: 



O circo dos horrores

Confesso que me chocou...

Somente 12 dias após a sua morte, escrevo sobre a tragédia que abateu Eduardo Campos e as pessoas que estavam com ele naquele avião.

Preferi assim para não me deixar levar por deduções ou conclusões precipitadas, ainda que desde o início algumas posturas já indicavam o rumo que as coisas iriam tomar.

O comportamento da imprensa em absolutamente nada representa qualquer novidade. A imprensa é isso aí; sórdida.

É inevitável o uso de uma expressão em inglês que é muito utilizada na imprensa mundial:

“Good news is no news”.

Notícia boa não é notícia.


Isso espelha o interesse por situações como essa. A comoção é trabalhada nos mínimos detalhes. Entretanto, não me lembro de ter visto tanta sordidez antes.
Relembremos a morte de Ayrton Senna.

Comoção nacional.

A imprensa, no seu uniforme de gala, nos fez chorar a morte de um ídolo nacional.

O Brasil chorou.

Mas naquele momento, apesar de eventuais abusos, não parecia haver outro sentimento que não fosse a dor pela perda de Ayrton Senna, um ícone nacional.
Parte da própria imprensa chorou junto com o Brasil.

Não foi assim dessa vez.

O que aqueles homens fizeram com os filhos de Eduardo Campos foi absolutamente execrável.

Ali nada reverenciava Eduardo Campos.

Filhos não enterram o político. Filhos enterram o pai.

A dor dessa hora não pode ser substituída por camisetas e punhos cerrados. Aquilo não era uma batalha a vencer.

Ainda que seja o que ocorre com todos nós, ainda que seja o final esperado, representava a primeira grande derrota imposta pela vida a aqueles meninos.

Como impor aquele espetáculo dantesco a crianças de 17, 18, 20 anos naquele momento de dor única e inigualável.

Em nenhum momento eles homenagearam e muito menos respeitaram a perda do pai. Material de campanha política foi distribuído já no velório.

Um verdadeiro veloriomício, expressão que me esforcei muito para não usar como título desse texto, porque chocaria mais ainda.

Confirma-se mais uma vez que o amor de mãe é algo intocável, sagrado.

Ana Arraes, mãe de Eduardo Campos, esteve todo o tempo fora das manifestações que ocorreram nesses dias, desde a morte até o velório e sepultamento de Campos.

E continua assim.

Mesmo antes do sepultamento, o irmão de Eduardo Campos já enchia o peito para anunciar a candidatura de Marina e se insinuava como vice.

Deplorável.

Não se deve avaliar a dor de quem quer que seja e muito menos como ela se manifesta. Como diz Caetano Veloso em uma de suas músicas, “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”.

Confesso, porém, que tive certa dificuldade em aceitar o comportamento de Renata Campos, a viúva de Eduardo Campos. Mas depois entendi que na verdade se aproveitaram da sua fragilidade naquele momento. Chegaram ao cúmulo quando tentaram coloca-la como vice de Marina, galgando-a ao posto de maior liderança do PSB.

A viúva de repente se tornara a maior liderança política do partido. Escancarava-se de maneira chocante a jogada política que todo o tempo comandou o episódio que envolveu a morte de Eduardo Campos.

A própria Marina também tentou convencer Renata Campos a ser sua vice.

A vida saudável exige a maturação dos seus acontecimentos.

Há um tempo para a celebração de todos os nascimentos.

E ele começa com a festa interior. A alegria do filho, do neto, do irmão, do sobrinho que nasce tende a se prolongar por toda a vida. Ao mesmo tempo surgem as primeiras dificuldades, os primeiros dissabores. É a vida chegando mais plena e nos dando cada vez mais o lastro para o que virá.

Há também um tempo para a celebração de todas as mortes.

A morte é dor. Doída, insuportável.

Exige um tempo para a reflexão. Daí pode nascer mais força para a vida.
Como terá sido a alegria de Eduardo Campos diante do nascimento de cada um dos seus cinco filhos?

Ele teve esse tempo.

Que papel desempenhará na vida dessas crianças a morte do pai?

Não deram a aqueles meninos o direito de sentir a morte do pai. E não há referencial maior para os filhos do que os pais.

Nossos pais são nossos heróis.

Não lhes permitiram o tempo para o ritual da despedida.

É a hora da dor chorada sozinho, com os irmãos, com a mãe, com a família, com os amigos.

São as primeiras dificuldades, os primeiros dissabores chegando.
Em momentos e de formas diferentes para cada um de nós, mas é a vida que chega através da morte, às vezes parecendo cruel, para nos ensinar a viver, dando-nos cada vez mais o lastro para o que virá.

É a maturação da morte na nossa alma.

Tão necessária à nossa vida.

E os demais?

Abutres.

É o que todos eles são.

Vão usar essa morte por algum tempo.

Um tempo com validade definida.

Aí Eduardo Campos finalmente descansará em paz e será chorado só pela família.

Que os demais continuem a sua festa.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Xiiiiiiiii... danou-se!!!

Sugestão do amigo navegante Carlos Curioso no Facebook do C Af

Publicada originalmente no "Conversa Afiada"....

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A imagem do dia...




Veio lá do Facebook...

JN: o fracasso e o delírio...

Do Luís Nassif Online: 


Bonner e Poeta expõem o desespero tautista da TV Globo

por: Wilson Ferreira


A verborragia estudada e simulada de William Bonner e Patrícia Poeta (perguntas quilométricas e fisionomias treinadas em longos anos de experiência olhando para “teleprompters” nos estúdios de TV) na suposta entrevista com a candidata Dilma Roussef não quis dizer apenas que a TV Globo “não gosta dela”. 

A dupla de apresentadores do Jornal Nacional involuntariamente expôs a dramática situação atual da emissora: o desespero “tautista” (tautologia + autismo) – ter que ao mesmo tempo assumir o papel de oposição política servindo de câmara de eco da pauta da grande mídia e institutos de pesquisa e ter que demonstrar histericamente que ela é imparcial para tentar recuperar uma audiência em queda pela perda de credibilidade e relevância.  

A resposta da emissora para seu dilema existencial não poderia ser mais autista quando utiliza a técnica de dissociação psíquica na entrevista, velha tática do Manual Kubark de Interrogatório e Contra-inteligência” da CIA.

Em 1985, no último bloco de debate dos candidatos à Prefeitura de São Paulo, o jornalista Boris Casoy disparou uma pergunta a Fernando Henrique Cardoso: “Senador, o sr. acredita em Deus? A reposta dessa pergunta simples e direta fez ele perder uma eleição que parecia ganha.

Um ano depois, durante a Copa do Mundo no México, o dublê de ator e jornalista Marcelo Tas, na pele do personagem cínico Ernesto Varela, conseguiu invadir a concentração da seleção brasileira para dar de cara com o cartola Nabi Chedid, então chefe da delegação. Varela foi direto: “depois da Copa, qual será a sua próxima jogada?”. Transtornado com a pergunta maliciosa, Nabi expulsou ele e o câmera Toniko Melo da concentração.

No passado, perguntas simples e diretas eram
capazes de desconstruir entrevistados

Esses foram tempos onde a televisão ainda possibilitava a abertura de espaços para a realidade do mundo exterior, a realidade de um país que se abria politicamente depois duas décadas de regime militar. Uma década onde uma série de programas televisivos utilizavam uma linguagem experimental assentada na metalinguagem como possibilidade de desconstruir todos os chavões, clichês e estereótipos da grande mídia. Assim como o personagem Ernesto Varela, que através de perguntas diretas e inesperadas desmontava todos os clichês do jornalismo televisivo e, ao mesmo tempo, conseguia se sintonizar com a realidade de um país que mudava.

O que testemunhamos no último dia 18 na espécie de “pinga fogo” da bancada do Jornal Nacional da TV Globo com a candidata à reeleição Dilma Roussef foi o sintoma de toda uma reversão que a televisão brasileira mergulhou em duas décadas depois dos experimentos televisivos radicais como Fábrica do SomPerdidos na NoiteGoulart de Andrade e o próprio repórter amalucado Ernesto Varela da produtora Olhar Eletrônico.

Os 40% de tempo de fala que os “entrevistadores” William Bonner e Patrícia Poeta ocuparam na sabatina à candidata Dilma demonstraram não só como a metalinguagem e a autorreferência que domina hoje a TV deixou de ser radicalmente crítica como nas experiências descritas acima, para se tornar um sintoma de uma espécie de desespero tautista em que a TV Globo se encontra.

Na verdade, Bonner e Poeta não estavam ali para entrevistar a candidata, mas para desesperadamente falar de si mesmos, como em todo programa do gênero talkshow da TV pós-moderna, ou “Neotevê” como dizia Umberto Eco. a atração já não é tanto as ideias ou a personalidade do entrevistado mas o estilo ou as idiossincrasias do entrevistador: suas conversas com os câmeras, as brincadeiras com o boom operator, as piadas e gozações com membros da banda musical de apoio etc. 

É como se a Neotevê fizesse um constante making-off. O mundo exterior é um mero pretexto para ela se desnudar na frente do telespectador.

Simulação de imparcialidade com
fisionomias aprendidas em anos
olhando para
os teleprompters dos estúdios

Mas no caso de Bonner e Poeta há um ingrediente a mais, o desespero tautista: eles precisam simular o quanto eles são implacavelmente críticos e objetivos (supostamente estão ali para dar paulada em todos) e, ao mesmo tempo e de forma paradoxal, têm que se tornar uma espécie de câmara de eco da própria agenda criada pela grande mídia e pelos institutos de pesquisa nessas eleições: corrupção, mensalão, crise da saúde, crise econômica e inflação.

Suas verborragias estudadas e simuladas (dedos em riste, soquinhos na mesa, os olhos apertados de Bonner sugerindo argúcia e gravidade e as expressões de ojeriza ou repugnância de Poeta – sobrancelhas erguidas e lábios apertados) expressam uma situação desesperadora para a grande mídia, mas em particular para a TV Globo: ela tem que assumir o papel de oposição (desde a convocação de Maria Judith Brito, em 2010 presidente da Associação Nacional dos Jornais) e, ao mesmo tempo, aparentar imparcialidade e credibilidade numa situação atual de curva descendente de audiência.

As perguntas quilométricas de Bonner e Poeta, muito mais a repetição dos mantras estampados nas perguntas dos institutos de pesquisas, é o sintoma desse tautismo global, tendência generalizada da chamada Neotevê, mas que se torna dramática na atual condição esquizofrênica em que se meteu a Globo.

O que é tautismo?
 
Conceito criado pelo francês Lucien Sfez, o tautismo tem a ver com o que ele chamava de “comunicação confusional”, traço dominante contemporâneo onde o processo comunicacional teria se tornado um diálogo sem personagem. Só leva em conta a si mesmo, isto é, a comunicação como seu próprio objeto. (veja SFEZ, Lucien. Crítica da Comunicação. São Paulo: Loyola, 2000).

Sfez: o tautismo é uma
"comunicação confusional"

Sistemas de comunicação que se tornam expansivos e complexos tenderiam às características de auto-organização e fechamento: de um lado a característica da tautologia (repetição lógica onde o resultado é igual a sua proposição; soma-se a isso o autismo onde o sistema de comunicação cria um mundo próprio com pouco ou nenhum contato com o mundo exterior.

As redes das grandes mídias acabaram criando uma verdadeira câmara de eco onde seus experts, editores, chefes, colunista e executivos criaram uma agenda cujos temas são confirmados pelos números e estatísticas de pesquisas cujas perguntas tendenciosas acabam confirmando proposições e hipóteses. Tautismo, em síntese: discurso autorreferencial, delirante, neurótico.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Até na rede...

A entrevista acusatória de William Bonner e Patrícia Poeta com Dilma se tornou viral na Internet. O melhor deles veio do ""Jornal Sensacionalista" com essas manchetes e a foto abaixo: 

agosto 19, 2014





Seria cômico se não fosse trágico para o jornalismo brasileiro...

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Entrevista, não... Agressão, sim!!!!




Sem qualquer partidarismo, e mesmo sem levar em conta que sou Dilma e Lula, o que assisti hoje à noite no Jornal Nacional da Rede Globo foi o anti-jornalismo levado a extremos que jamais assisti em meus 72 anos de vida. 

Nem mesmo com a campanha aberta para o Golpe de 1964 com a farsa do "basta!" e do "fora!" contra Jango e em 1969 contra Collor, jamais, repito JAMAIS, vi algo do nível. 

Não houve um questionamento sequer à candidata Dilma Rousseff. Uma única pergunta sequer que indicasse que ali se entrevistava uma candidata a Presidente da República tentando a reeleição. William Bonner e Patrícia Poeta só se deram às acusações sem perguntar nada apenas querendo que a candidata concordasse ou discordasse com um sim ou um não. 

Não ouve a menor menção a projetos, planos e propostas de governo, só a baixaria mais vil possível. 

E, pior, é que isso não foi foi feito com Aécio Neves e Eduardo Campos. Será que Bonner e Poeta - até na roupa preta de luto, talvez por ter que fazer a entrevista, e na agressividade de dedo em riste - são mesmo jornalistas? 

Acho que não, pois se o forem estarei definitivamente envergonhado de minha profissão que já não tem muita credibilidade por aqui...

Papo de velório...

Nas minhas andanças pelo Facebook encontrei postagem que mostra a quantas anda o prestígio e a seriedade do DataFalha e suas "pesqusias" eleitorais....

Vejam só:


ESSA PESQUISA,COM CERTEZA, FOI FEITA NO VELÓRIO DE EDUARDO CAMPOS... 

Por:  Jan Carvalho

EU DISSE, PESQUISA MAL ASSOMBRADA!

Análise da pesquisa

Dilma caiu 2 pontos e Aécio caiu 3.


Se Euardo tinha 9
Somando 2+3+9= 14
Marina deveria estar com 14, né mesmo?


De onde vieram esses 7% a mais?


Dos indecisos?


Alguém aí tem idéia de quantas pessoas representam 7%?
 

Somos hoje mais de 100 milhões de eleitores.

Numa conta bem rude, 7% dá mais de 7 milhões de pessoas que,

em poucos dias, resolveram sair da indecisão e votam em Marina?

A Folha mente, descaradamente.

A mídia e a eleição

Texto da "Carta Capital":


Política

Análise 

por: Marcos Coimbra

As eleições e a mídia

A influência dos meios de comunicação vai além da produção de noticiário. Eles contratam as pesquisas e organizam os debates
 
 
Reprodução
Mídia
Está mais que na hora de discutir a interferência da mídia no processo 
eleitoral. Na imagem, a entrevista de Aécio Neves no Jornal Nacional


Na próxima terça 19, com o início da propaganda eleitoral na televisão e no rádio, entraremos na etapa final da mais longa eleição de nossa história. Começou em 2011 e nossa vida política gira em torno dela desde então.

A batalha da sucessão de Dilma Rousseff foi iniciada quando cessou o curto período de lua de mel com as oposições, no primeiro ano de governo. Talvez em razão do vexame protagonizado por José Serra na campanha, o antipetismo andava em baixa. 

Durou pouco. Na entrada de 2012, o clima político deteriorou-se. As oposições perceberam que, se não fizessem nada, marchariam para nova derrota na eleição deste ano. Ao analisar as pesquisas de avaliação do governo e notar que Dilma batia recordes de popularidade a cada mês, notaram ser elevadas as possibilidades de o PT chegar aos 16 anos no poder. E particularmente odiosa. Serem derrotadas outra vez por Dilma doía mais do que perder para Lula. 

Ela era “apenas” uma gestora petista, sem a aura mitológica do ex-presidente. Sua primeira eleição podia ser creditada, quase integralmente, à força do mito. Mas a segunda, se viesse, seria a vitória de uma candidatura “normal”. Quantas outras poderiam se seguir?

A perspectiva era inaceitável para os adversários do PT. Na sociedade, no sistema político e no empresariado, seus expoentes arregaçaram as mangas para evitá-la. A ponta de lança da reação foi a mídia hegemônica, em especial a Rede Globo. 

Recordar é viver. Muitos se esqueceram, outros nem souberam, mas a realidade é que a “grande imprensa” formulou com clareza um projeto de intervenção na vida política nacional. 

Não é teoria conspiratória. Quem disse que os “meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste País, já que a oposição está profundamente fragilizada”, foi a Associação Nacional de Jornais, por meio de sua presidenta, uma das principais executivas do Grupo Folha. Enunciada em 2010, a frase nunca foi tão verdadeira quanto de 2012 para cá. 

Como resultado da atuação da vanguarda midiática oposicionista, estamos há três anos imersos na eleição de 2014. A derrota de Dilma é buscada de todas as formas. O “mensalão”? Joaquim Barbosa? A “festa cívica” do “povo nas ruas”? O “vexame” da Copa do Mundo? A “compra da refinaria”? O “fim do Plano Real”? A “volta da inflação”? O “apagão” na energia? A “crise na economia”? A “desindustrialização”? O “desemprego”? 

Nada disso nunca teve verdadeira importância. Tudo foi e continua a ser parte do esforço para diminuir a chance de reeleição da presidenta. 

Ou alguém acha que os analistas e comentaristas dessa mídia acreditam, de fato, na cantilena que apregoam quando se vestem de verde-amarelo e se dizem preocupados com a moral pública, os empregos dos trabalhadores ou a renda dos pobres? Ou que queiram fazer “bom jornalismo”? 

Temos agora uma ferramenta para elucidar o papel da mídia na eleição. Por iniciativa do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, está no ar o manchetômetro (http://www.manchetometro.com.br), um site que acompanha a cobertura diária da eleição na “grande imprensa”: os jornais Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo, além do Jornal Nacional da Globo (como se percebe, os organizadores do projeto julgaram desnecessário analisar o “jornalismo” do Grupo Abril). 

Lá, vê-se que os três principais candidatos a presidente foram objeto, nesses veículos, de 275 reportagens de capa desde o início de 2014. Aécio Neves, de 38, com 19 favoráveis e 19 desfavoráveis. Tamanha neutralidade equidistante cessa com Dilma: ela foi tratada em 210 textos de capa. Do total, 15 são favoráveis e 195 desfavoráveis. Em outras palavras: 93% de abordagens negativas.

É assim que a população brasileira tem sido servida de informações desde quando começou o ano eleitoral. É isso que faz a mídia para exercer o papel autoassumido de ser a “oposição de fato”.
O pior é que a influência dessas empresas ultrapassa o noticiário. Elas contratam as pesquisas eleitorais que desejam e as divulgam quando e como querem. E organizam os debates entre candidatos. 

Está mais que na hora de discutir a interferência dessa mídia no processo eleitoral e, por extensão, na democracia brasileira.

domingo, 17 de agosto de 2014

Eduardo Campos: uma opinião...






Diante de tudo o que a mídia noticia, este vídeo acima mostra bem a nojenta política de certas nomes...