Páginas

sábado, 15 de junho de 2013

Urariano... na veia!!!

Colunista permanente no excelente "Direto da redação" do Eliakin Araújo e da Leila Cordeiro, Urariano Motta, escritor e jornalista pernambucano, mostra em primoroso texto o que é na realidade o Bolsa Família e seu papel para eliminar a dependência dos coronéis, prefeitos e vereadores que infelicitam a vida dos mais pobres. 

Eis parte de seu texto que pode ser lido na íntegra acessando-se o endereço que vai abaixo: 

A Bolsa ou a Vida (II)


Recife (PE) - Esta semana, a socióloga Walquiria Leão Rego pôs uma luz científica no programa Bolsa Família, desenvolvido pelo governo Lula.


Por ocasião do lançamento do seu livro  e de Alessandro Pinzani, “Vozes do Bolsa Família”, Walquiria foi entrevistada pela Folha de São Paulo. Ali, ela afirmou que o Bolsa Família é uma ação de Estado que enfraquece o coronelismo. Espanto geral.


Como assim? O programa assistencialista, o Bolsa Esmola, como o PSDB e assemelhados o chamam, que incentiva a vadiação, como poderia diminuir o poder dos chefões no Brasil profundo?


Imaginem o assombro. Os de melhor renda no Brasil são useiros e vezeiros em falar que as mulheres do povo agora querem ter mais filhos somente pra mamar no dinheiro do governo. Perdoem a forma chula de expressão, mas é assim que a nossa educada elite se expressa em público.


Na intimidade, entre os da sua marca, a coisa é mais feia.  O “povo”, que são sempre os outros, aos quais os ricos e meio ricos não se misturam, a gentinha de celular e com motos atrapalhando o trânsito, são a própria afirmação de votos de cabresto, que seriam mantidos pelo Bolsa Família, nos governos populistas de Lula e Dilma.


Imaginem na Copa. Que vergonha, os que não deveriam passar da copa, da cozinha, a se exibir nas ruas com os filhos pagos pela Bolsa Esmola.


Pois a patadas do gênero respondeu a pesquisa de 5 anos do livro “Vozes do Bolsa Família”, nas palavras de Walquiria Leão:


“O Bolsa Família mexeu com o coronelismo?
Sim, enfraqueceu o coronelismo. O dinheiro vem no nome da mulher, com uma senha dela e é ela que vai ao banco; não tem que pedir para ninguém.


É muito diferente se o governo entregasse o dinheiro ao prefeito.Num programa que envolve 54 milhões de pessoas, alguma coisa de vez em quando [acontece]. Mas a fraude é quase zero. O cadastro único é muito bem feito. Foi uma ação de Estado que enfraqueceu o coronelismo. Elas aprenderam a usar o 0800 e vão para o telefone público ligar para reclamar.


Essa ideia de que é uma massa passiva de imbecis que não reagem é preconceito puro”.


http://www.diretodaredacao.com/noticia/a-bolsa-ou-a-vida-ii