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sábado, 25 de maio de 2013

O órgão mais sensível...

Por volta do meio dia deste sábado, um grupo de alunos das Faculdades de Medicina de diversas cidades paulistas se reuniu nas proximidades dos Jardins, a área mais nobre de São Paulo, para protestar contra o governo e a "importação" de médicos estrangeiros para atendimento nas comunidades carentes no interior do País. 

Naquele momento, na pequena cidade mineira de Campanha, no Sul de Minas, apenas um médico atendia na Unidade de Pronto Atendimento mantida pela Prefeitura em uma cidade com população superior a 16 mil habitantes. Campanha não tem nenhum especialista atendendo pelo SUS onde apenas cinco médicos atuam em rodízio durante a semana. 

Pelo visto, o governo tocou no órgão mais sensível dos futuros médicos, o bolso... Isso mostra a crescente mercantilização da medicina e o protesto contra uma concorrência que pode deixar a nu uma profissão que há muito tempo enterrou o Juramento de Hipócrates para se dedicar a um distorcido juramento ao "deus mercado" e às contas bancárias e os altos valores das consultas... 

A Folha de S. Paulo assim noticiou o protesto que não teve participação popular... 


Alunos de medicina protestam contra 'importação' de médico sem prova

Talita Bedinelli/Folhapress
DE SÃO PAULO
Atualizado às 14h52 
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Alunos de 23 faculdades de medicina do Estado de SP, com rostos pintados de verde e amarelo, realizam um protesto na tarde deste sábado contra a entrada de médicos estrangeiros no país sem a realização do exame Revalida, que analisa os conhecimento desses profissionais. 

O grupo de cerca de 800 pessoas, segundo a Polícia Militar, saiu da rua Maria Paula, na região central da capital paulista, por volta das 12h20. O trânsito no local foi fechado para a passagem dos manifestantes. Eles passaram pela avenida Brigadeiro Luís Antônio e terminaram a passeata no Largo São Francisco, onde chegaram às 12h50, de onde houve a dispersão. 

Em um manifesto elaborado pelos estudantes, eles afirmam que não são contrários à entrada de médicos estrangeiros no Brasil, mas, sim, à proposta do Governo Federal de liberá-los da prova. 

                                                                 ***

A propósito, o site Brasil 247 publicou matéria ilustrada por charge de Carlos Latuff comentando o mesmo assunto: 

Cuba garante que seus médicos são capazes

: Governo cubano rebate argumentos dos que se posicionam contra a importação de profissionais de saúde do país; em Cuba, há 25 faculdades de medicina, todas públicas, e uma Escola Latino-Americana de Medicina, na qual estudam estrangeiros de 113 países, inclusive do Brasil; a duração do curso é de seis anos em período integral; revista Veja tratou o caso como invasão de "espiões comunistas", o que foi ironizado pelo chargista Carlos Latuff