Inversão de valores...
Uma frase sobre o ministro Joaquim Barbosa em artigo de Enio Squeff na "Carta Maior" dá bem o retrato do quanto a integração do negro à sociedade brasileira se deu , em alguns casos, na plenitude. Da submissão e do temor reverencial do escravo negro para o seu sinhozinho branco, hoje chegamos à catadura do ministro.
Eis dela uma bela descrição:
"O ministro Joaquim Barbosa exibe uma
catadura que deve ser difícil de enfrentar. Imagina-se um funcionário do
condomínio do edifício, ou da casa, onde mora Sua Excelência. O funcionário já
o saberia um homem certamente colérico. Não se imagina, a propósito, que o
ministro Joaquim Barbosa peça licença ou se sinta na obrigação de ser delicado
com o comum dos mortais. Deve despertar muito temor aos que o servem. E se pode
imaginar que, ao assistir as incontáveis horas em que o ministro vociferou
diante das câmeras de TV, deve ter concluído, como qualquer mortal, que seus
receios diante de tão proeminente figura, sempre foram condizentes com a
realidade do olhar feroz que não hesita, com raiva, à menor contrariedade. Já
do seu eventual desafeto, o ministro Gilmar Mendes - sabe-se que, de fato, faz
parte de uma família poderosa em Goiás; e o ministro Joaquim Barbosa talvez
tenha se referido a isso, ao alertá-lo de que não o alinhasse com os supostos
valentões que, em teoria, o acompanham."
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