De jornais e jornalistas
Analisando recente matéria da ombudsman/ouvidora da Folha, Suzana Singer, o veterano Alberto Dines, do alto de sua experiência de um dos mais importantes editores de jornais no País diz duas frases sobre a cobertura do chamado "mensalão" que buscava a deposição por impichamento de Lula as matérias da época dos leilões de privatização da Telebras, aquele do "limite da irresponsabilidade" nos tempos de FHC.
Dines chega a uma conclusão que mostra bem o fato de uma diretora da Folha já haver afirmado que os jornais substituíram a oposição no Brasil. Diz ele:
Vazamentos de dados, documentos ou imagens são recursos para-jornalísticos que passam a ter valor quando devidamente contextualizados e verificados. Atendem parcialmente ao interesse público e, ao mesmo tempo, o contrariam ao colocá-lo na esfera cinzenta da clandestinidade e dos interesses ocultos.
A frenética cobertura de eventos não os transforma automaticamente em fatos significantes.
Isso pode ser comprovado nas longas e exaustivas coberturas ao vivo oferecidas pelos canais noticiosos de TV. A entrada (em off ou pela internet) de um comentarista ou editor situado a quilômetros de distância pode ser mais substantiva do que o material em bruto colhido em campo.
Matéria completa no:

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/uma_incursao_no_denuncismo_comparado
