Ainda que tardia...
Há muitas décadas que o sistema de saúde no Brasil claudica pela falta de profissionais do setor, especialmente médicos que hoje, assim que formados preferem a especialização e os grandes centros, em opção que lhes rende mais ganhos e melhor estatus pessoal e profissional.
Vai longe o tempo em que terminado o período de residência, médicos recém formados optavam pela clínica geral como forma abrangente de atendimento de saúde. Atualmente, as especilidades da medicina caminham a tal ritmo que, dentro em pouco, teremos especialistas em rim esquerdo e outro de rim direito ou ainda especialistas apenas em ventrículos dentro da clínica cardiológica.
É claro que não se pode impor aos médicos a escolha da generalização no lugar da especialização, ainda que esta última peque pelos excessos que já levaram a odontologia a se tornar prática médica quase inacesível à maioria da população, dado ao alto custo de seus tratamentos.
Agora, o governo federal acaba de acertar a mão numa providência que deveria ter sido tomada há bem tempo: abrir as portas da medicina no interior do país aos médicos formados em Cuba hoje um celeiro de excelência em medicina preventiva, tropical e popular.
Esta foi a notícia que não deixou de registrar a grita dos Conselhos de Medicina, obviamente contrario$$ à "importação de profissionais":
Brasil estuda contratação de 6 mil médicos cubanos
O
governo brasileiro está negociando a contratação de cerca de 6 mil
médicos cubanos para atender à demanda por profissionais no País,
especialmente em cidades menores. Conselhos regionais e o Conselho
Federal de Medicina (CFM) criticam o estímulo para profissionais
estrangeiros.
“Estamos nos organizando para receber um número maior de
médicos aqui, em vista do déficit de profissionais de medicina no
Brasil. Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial promissora e
a qual também atribuímos um valor estratégico”, afirmou o ministro de
Relações Exteriores, Antonio Patriota.