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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Lula e eleição

A "Carta Capital" publica um artigo interessante do      no qual a tese do "Volta Lula" é abordado de forma diferenciada. Vale a pena lê-lo:

Carta Capital - Política

Eleições

Lula for president?

Entende-se por que há quem imagine o retorno do ex-presidente ao comando do Estado e do governo. Mas Dilma tem condições por ora de superar as dificuldades do momento


Roberto Stuckert Filho/Presidência da Republica
Dilma e Lula
Dilma e Lula. Há quem imagine o retorno do ex-presidente, mas Dilma pode superar as atuais dificuldades e se manter

Um velho amigo, sábio judeu, sempre me lembra: “Os prognósticos eleitorais são como os perfumes: têm de ser cheirados, nunca bebidos. No primeiro caso são muito bons, no segundo podem criar efeitos devastadores!” Aplicar tal sentença às pesquisas divulgadas recentemente sobre as intenções de voto dos brasileiros me parece no mínimo oportuno. As mudanças de orientação nas escolhas presidenciais por parte do eleitorado parecem muito volúveis para acreditar cegamente nelas. Dito isso, é aconselhável enxergar as tendências subjacentes ao processo democrático e tentar elaborar ideias de fôlego.

Considerando-se o amplo consenso popular conquistado pelo curso lulista da última década, não há dúvida de que Dilma Rousseff, se confirmasse sua candidatura, estaria em condição de reconquistar ­a Presidência em 2014. Graças também ao fundamental apoio eleitoral de Lula ela teria força suficiente para superar o impasse pelo qual está passando nos últimos tempos.
 O maior interesse do povo brasileiro nesta fase reside, no entanto, no automático segundo mandato da honesta presidenta. Ou será que outras considerações estratégicas se impõem diante do debate nacional que finalmente se desencadeou, em consequência da efervescência social?
Os que afirmam que o Brasil teve nos últimos dez anos um governo do PT erram por aproximação e criam um equívoco político. O Partido dos Trabalhadores, mais simplesmente, obteve a chefia do Estado e do governo sem nunca ter maioria homogênea no Parlamento. Viu-se obrigado, portanto, aos compromissos deletérios que conhecemos e, em relação a suas origens, sofreu inevitavelmente uma parcial mutação genética.  A ilusão de que chegar ao governo do País fosse sinônimo de conquistar o “poder” foi breve e se chocou inexoravelmente contra a resistência de estruturas estatais, instituições e leis forjadas por décadas de autêntico domínio oligárquico.

Em consequência, a tentativa de democratizar profundamente a sociedade e resolver seus graves desequilíbrios por meio do controle do Estado tem se revelado efêmera: poderia ser um instrumento formidável de mudança, mas o Estado continua preponderantemente nas mesmas mãos de sempre, e sua reforma com intenção democratizante, sem uma maioria parlamentar coerente, é de fato impossível. Por essa razão, resulta fundamental realizar a mãe de todas as reformas, ou seja, a política, para conseguir a superação do sistema construído com base na Constituicão de 1988.

Hoje é urgente não uma reforma política indefinida ou de fachada, como enchem a boca os tartufos de qualquer facção, e sim um novo pacto nacional entre os integrantes amplamente majoritários da sociedade, cujos interesses convergem: o povo e os trabalhadores de um lado e, de outro, a burguesia e a classe média democráticas, ambos interessados em construir um país mais equilibrado, competente e próspero. Esse novo pacto, através de compromisso parlamentar e lutas sociais na próxima legislatura, poderia abrir o caminho para uma Assembleia Constituinte exclusiva, única possibilidade de realizar uma reforma política que atenda aos interesses majoritários da Nação.

Politique d’abord! (Política antes de qualquer coisa!), exclamam os franceses aludindo à centralidade do pensamento e da ação política. E, no Brasil também, hoje mais do que nunca, a política alta e nobre é a única resposta de valor. Um modelo de sociedade e de política se exauriu: agora é preciso pensar e realizar outro, mais avançado, para evitar o retrocesso das conquistas sociais da última década.

Por essas razões, entende-se que alguns analistas se abalem a imaginar a volta de Lula à Presidência. Sustentam que o povo precisa da orientação e do carisma que só Lula garante, para determinar o momento de ruptura do qual a democracia brasileira precisa. Essa força popular, no parlamento e na sociedade, seria crucial para forjar em paralelo novas alianças e o novo curso que a Nação necessita.

Sigo o raciocínio: pedidos de radicalidade emanam da sociedade de modo claro e forte. Só Lula, voltando às origens, poderia dar respostas a essas demandas para depois ser capaz de negociar, obrigatoriamente, com os adversários de sempre.

Chora Aécim....chora!!!



Tema recorrente nas besteiras que o Aécim anda falando Brasil afora, o "aumento" da inflação acaba não acontecendo e nos vêm à mente a imagem de alguém tirando chupeta da boca de garotinho birrento... 

O que será que o irmão da Andréa agora vai falar... Com certeza, outra bobagem...


Estimativa de inflação, medida pelo IPCA, se mantém em 5,75%


Kelly Oliveira Repórter da Agência Brasil

Brasília – A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 5,75%, este ano. A estimativa, resultado de pesquisa do Banco Central (BC) em instituições financeiras, é a mesma da semana passada. Para 2014, a projeção subiu de 5,87% para 5,88%.
As estimativas estão distantes do centro da meta de inflação, de 4,5%, e abaixo do limite superior de 6,5%. É função do BC fazer com que a inflação convirja para o centro da meta.
                                                                 ***

 A propósito, o Fernando Brito, de "O Tijolaço" publica interessante texto sobre o mesmo personagem: 

Aécio, não deixe os nervos reprovarem você em matemática…



Ok, funcionou.

A falta de clareza do Governo Dilma, sua abulia comunicativa e a escolha errada dos canais de contato com a população deixaram terreno para que as manifestações de rua – que começaram com a questão local, o aumento das tarifas de transporte – se generalizassem, com a ajuda luxuosa dos governadores Geraldo Alckmin e Sérgio Cabral, que mandaram descer o porrete nas pessoas e da mídia, que logo transformou “coxinhas” como o da Veja em heróis da pátria.

E a popularidade de Dilma pagou um preço por isso, seria estúpido negar.

Como pagou um preço pela inapetência de seus auxiliares por qualquer confronto: a Presidenta ligava a tração nas quatro rodas e sua caixa de marchas política – José Eduardo Cardoso, Michel Temer, Aloísio Mercadante e outros – engatavam imediatamente a marcha-à-ré.

Tudo muito bem, tudo muito bom, mas…

Acontece que Aécio Neves continua parado na “Lei Seca” da política, com o porre de Fernando Henrique Cardoso a embararar-lhe os movimentos.

Ao ponto de o insuspeito Estadão dizer, sexta-feira, que “o que se mais comentou no mercado financeiro após as últimas pesquisas de opinião foi o fato de o senador Aécio Neves (MG), possível candidato do PSDB à Presidência da República em 2014, não ter decolado nas intenções de voto após as manifestações populares de junho, ficando bem atrás até da ex-ministra Marina Silva”.

Aécio, considerado o candidato mais “amigável ao mercado” (eles falam market friendly, bacana, né?) está se saindo uma decepção para a “turma da bufunfa”.

Talvez isso explique porque a tucanagem – e ele, especialmente – esteja tão agitada, a ponto de falar asneira sobre asneira.

O que ele usou como argumento para  dizer  que a presidente Dilma Rousseff “zomba da inteligência dos brasileiros” ao comparar os dados de seu governo com os do ex-presidente do PSDB Fernando Henrique Cardoso é, francamente, coisa de quem faltou às aulas de matemática.

Diz ele, lá no Estadão de hoje:

“Para o tucano, o raciocínio da petista é incorreto porque “trata apenas de números absolutos, ignorando as gigantescas diferenças entre as conjunturas das duas épocas”.

Bom, como a conjuntura mundial é de crise profunda, vamos falar dos números absolutos colocados no próprio jornal:

“Na entrevista, Dilma afirmou que, em 30 meses de seu governo, foram criados 4,4 milhões de empregos no País, ante 824.394 novos postos de trabalho em todo o primeiro mandato de Fernando Henrique”.
Logo, mesmo desconsiderando que ainda faltam 18 meses para Dilma completar tempo igual, já se criou um número de empregos “apenas” 434% maior.

A segunda comparação feita por Dilma é mais cruel  ainda com a falta de raciocínio matemático de Aécio: a presidenta disse que a meta inflacionária será cumprida pelo décimo ano consecutivo e que FHC a “estourou” em três dos quatro anos de seu segundo governo.  Como inflação é taxa, é percentagem, não há que falar em “números absolutos”…

O senador mineiro, além do mais, não tem do que reclamar. Quem andou se exibindo pendurado no “estorvo” foi ele mesmo, esquecendo que o povo conhece aquela máxima do “dize-me com quem andas e te direi quem és”…

Por: Fernando Brito

Ué... mas não está tudo ruim???

De onde menos se espera é que vem as boas notícias do dia: o Portal do "Estadao" - jornal O Estado de S. Paulo da conservadora famiglia Mesquita - em  meio a críticas sobre uma pretensa "fragilidade" da Presidente Dilma e outros quetais deixa passar uma nota interessante pelo seu conteúdo.


Início do conteúdo

Fies tem 10 vezes mais alunos em 3 anos

Após facilitações para obtenção de crédito, contratos chegam a 893 mil em 2013; até o fim deste ano, serão 1 milhão de universitários



Paulo Saldaña - O Estado de S. Paulo


Em três anos, o número de alunos na universidade com Financiamento Estudantil, o Fies, aumentou mais de dez vezes e chegou a 893 mil em 2013. Só no primeiro semestre, 327 mil contratos foram firmados, o que representa 87% do montante de 2012. O Ministério da Educação (MEC) espera que o ano termine com 1 milhão de alunos.

O salto vertiginoso se deve a facilitações nas condições de financiamento e também à postura ativa de instituições particulares em cooptar alunos pelo programa. Ao mesmo tempo que o Fies resulta no maior acesso de estudantes ao ensino superior, é também tido pelas instituições privadas como sinônimo de ganho certo e queda nos calotes de alunos.

O índice de inadimplência nas instituições caiu de 8,46% em 2011 para 8,43% em 2012 – na contramão da inadimplência das pessoas físicas no Brasil, que teve alta de 7,7% para 8% no período. Os dados são do Semesp, o sindicato paulista das mantenedoras das faculdades. 

O grande salto nas contratações do Fies foi a partir de 2011, ano que passaram a valer as novas regras anunciadas no ano anterior – como a queda nos juros, ampliação de carência e abertura para contratação em qualquer momento do ano. 

Entre 2011 e 2012, o número de financiamento dobrou, chegando a 599 mil no fim do ano passado. Mas a expansão do financiamento continua e os contratos do primeiro semestre já superam em 32% os do mesmo período de 2012. Os contratos representaram R$ 29,1 bilhões de 2010 a 2012.

Onde está o problema????

O inefável Aecio Never, pre-candidato tucano á Presidência até Zé Serra lhe dar uma rasteira ou sua irmãzinha desistir de apadrinhá-lo, se esmerou nos últimos dias a falar dos "39 ministérios" da presidente Dilma Rousseff...

Na verdade o número impressiona mesmo. Mas o que mais impressiona é a má fé do mal falado e execrável ex-governador de Minas que não apurou direito a quantas anda o gastos dessa enormidade de ministérios...

Não foi preciso ir longe não. O jornal "O Estado de S. Paulo", isso mesmo, o Estadão se encarregou de responder ao cambaleante tucano: 





Tucano de bico grande

Multiplicação de pastas tem impacto baixo nos gastos de custeio da União

Governo Dilma, com 39 ministérios, registra despesas gerais semelhantes às de 1995, quando governo FHC tinha 25;Presidência, que abriga maior parte das novas estruturas desde Lula

O primeiro escalão inchado da presidente Dilma Rousseff, turbinado pela política de criação de estruturas que culminou no atual número recorde de 39 ministérios, contrasta com a evolução dos gastos da máquina pública federal registrada nas últimas duas décadas.

Segundo dados do Ministério do Planejamento, o peso do custeio - desembolso para o pagamento de mão de obra terceirizada, de passagens, de diárias e com uso de materiais - pouco mudou de 1995, primeiro ano do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), até 2012, segundo ano de Dilma no comando do Palácio do Planalto.

domingo, 28 de julho de 2013

Ah querida...é a entrevista!!!...

O Fernando Brito, no "Tijolaço" nos dá hoje uma excelente contribuição ao transcrever a entrevista de Dilma Rousseff à colunista Mônica Bérgamo, da Folha de S. Paulo. 

É um documento extraordinário pela paciência de Dilma que, mesmo gripada, repete, a cada resposta, o seu "olha querida..." para se contrapor às tentativas da colunista de lhe plantar cascas de banana verbais e pela pobreza de conteúdo. 

No fim é um documento para a história no qual diz que tem um pacto com a verdade. Falar da verdade para a Folha é coisa que não combina bem com os papéis do Otavinho, especialista em modelar a "verdade" ao seu papel de substituto da oposição, mas vale a pena ler a entrevista. 

Os comentários do Fernando Brito na abertura do texto estão aqui: http://www.tijolaco.com.br/index.php/a-entrevista-de-dilma-a-resposta-esta-na-foto/

A entrevista, na íntegra é esta:





Folha – As manifestações deixaram jornalistas, sociólogos e governantes perplexos. E a senhora, ficou espantada?
 Dilma Rousseff - No discurso que fiz na comemoração dos dez anos do PT, em SP [em maio], eu já dizia que ninguém, ninguém, quando conquista direitos, quer voltar para trás. Democracia gera desejo de mais democracia. Inclusão social exige mais inclusão. Quando a gente, nesses dez anos [de governo do PT], cria condições para milhões de brasileiros ascenderem, eles vão exigir mais. Tivemos uma inclusão quantitativa. Esta aceleração não se deu na qualidade dos serviços públicos. Agora temos de responder também aceleradamente a essas questões.

Mas a senhora não ficou assustada com os protestos?

Não. Como as coisas aconteceram de forma muito rápida, eu acho que todo mundo teve inicialmente uma reação emocional muito forte com a violência [policial], principalmente com a imagem daquela jornalista da Folha [Giuliana Vallone] com o olho furado [por uma bala de borracha]. Foi chocante. Eu tenho neurose com olho. Já aguentei várias coisas na vida. Não sei se aguentaria a cegueira.

Se não fosse presidente, teria ido numa passeata?

Com 65 anos, eu não iria [risos]. Fui a muita passeata, até os 30, 40 anos. Depois disso, você olha o mundo de outro jeito. Sabe que manifestações são muito importantes, mas cada um dá a sua contribuição onde é mais capaz.

O prefeito Fernando Haddad diz que, conhecendo o perfil conservador do Brasil, muitos se preocupam com o rumo que tudo pode tomar.


Eu não acho que o Brasil tem perfil conservador. O povo é lúcido e faz as mudanças de forma constante e cautelosa. Tem um lado de avanço e um lado de conservação. Já me deram o seguinte exemplo: é como um elefante, que vai levantando uma perna de cada vez [risos]. Mas é uma pernona que vai e “poing”, coloca lá na frente. Aí levanta a outra. Não galopa como um cavalo. Aí uma pessoa disse: “É, mas tem hora em que ele vira um urso bailarino”. Você pode achar que contém a mudança em limites conservadores. Não é verdade. Tem hora em que o povo brasileiro aposta. E aposta pesado.

A senhora teve uma queda grande nas pesquisas.

Não comento pesquisa. Nem quando sobe nem quando desce [puxa a pálpebra inferior com o dedo]. Eu presto atenção. E sei perfeitamente que tudo o que sobe desce, e tudo o que desce sobe.
Mas isso fez ressurgir o movimento “Volta, Lula” em 2014. Querida, olha, vou te falar uma coisa: eu e o Lula somos indissociáveis. Então esse tipo de coisa, entre nós, não gruda, não cola. Agora, falar volta Lula e tal… Eu acho que o Lula não vai voltar porque ele não foi. Ele não saiu. Ele disse outro dia: “Vou morrer fazendo política. Podem fazer o que quiser. Vou estar velhinho e fazendo política”.

Para a Presidência ele não volta nunca mais?

Isso eu não sei, querida. Isso eu não sei.

Ao menos não em 2014.

Esses problemas de sucessão, eu não discuto. Quem não é presidente é que tem que ficar discutindo isso. Agora, eu sou presidente, vou discutir? Eu, não.

Mas o Lula lançou a senhora.

Ele pode lançar, uai.

O fato de usarem o Lula para criticá-la não a incomoda?

Querida, não me incomoda nem um pouquinho. Eu tenho uma relação com o Lula que tá por cima de todas essas pessoas. Não passa por elas, entendeu? Eu tô misturada com o governo dele total. Nós ficamos juntos todos os santos dias, do dia 21 de junho de 2005 [quando ela assumiu a Casa Civil] até ele sair do governo. Temos uma relação de compreensão imediata sobre uma porção de coisas.
Mas ele teria criticado suas reações às manifestações. Minha querida, ele vivia me criticando. Isso não é novo [risos]. E eu criticava ele. Quer dizer, ele era presidente. Eu não criticava. Eu me queixava, lamentava [risos].
 Como a senhora vê um empresário como Emílio Odebrecht falar que quer que o Lula volte com Eduardo Campos de vice?


Uai, ótimo para ele. Vivemos numa democracia. Se ele disse isso, é porque ele quer isso 
Folha – Sua principal proposta em reação às manifestações foi a realização de um plebiscito para fazer a reforma política. A crítica à senhora é que ninguém nas passeatas pedia isso.

Dilma Rousseff - Pois acho que tá todo mundo pedindo reforma política. As manifestações podiam não ter ainda um amadurecimento político, mas uma parte tem a ver com representatividade, valores, o que diz respeito ao sistema político. Ao fato de que os interesses se movem conforme o financiamento das campanhas. Não dá para cuidar de transparência sem discutir o sistema. “O gigante despertou”, diziam nos protestos -o que mostra o inconformismo com a nossa forma de representação.

O Congresso Nacional fará reforma contra ele mesmo?


Querida, por isso que eu queria um plebiscito. A consulta popular era a baliza que daria legitimidade à reforma.

Mas a senhora concorda que o plebiscito não sai?


Eu não concordo com nada, minha querida. Eu penso que é importante sair. E não sei ainda se não sai. Eu acho que é inexorável. Se você não escutar a voz das ruas, terá novos problemas.

E a saúde? Os profissionais da área dizem que o Mais Médicos é uma maquiagem porque o país tem uma estrutura precária de atendimento.


É? Pois é. Acontece que botamos dinheiro em estrutura. Jornais e TVs mostram que há equipamentos sem uso. Como você explica que 700 municípios não têm nenhum médico? E que 1.900 têm menos de um médico por 3.000 habitantes? Uma coisa é certa: eu, com médico, me viro. Sem médico, eu não me viro.

Folha — O PMDB engrossou o coro dos que defendem o enxugamento de ministérios.


Dilma Rousseff – Não estou cogitando isso. Não acho que reduza custos. As medidas de redução de custeio, nós tomamos. Todas. E sabe o que acontece? Vão querer cortar os de Direitos Humanos, Igualdade Racial, Política para as Mulheres. São pastas sem a máquina de outros. Mas são fundamentais. Política de cotas, por exemplo: só fizemos porque tem gente que fica ali, ó, exigindo.

A senhora sabe falar o nome de seus 39 ministros?


De todos. E todos eles ficam atrás de mim [risos]. Eu acho fantástico vocês [jornalistas] acharem que, nesse mundo de mídias, o despacho seja apenas presencial. Os ministros passam o tempo inteirinho me mandando e-mail, telefonando, conversando.

O ministro Guido Mantega está garantido no cargo?


O Guido está onde sempre esteve: no Ministério da Fazenda. E vocês podem me matar, mas eu não vou falar de reforma ministerial.

O desemprego em junho subiu pela primeira vez em quatro anos, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
  Querida, o desemprego… [Consulta papéis.] Olha aqui, ó. É fantástico. Tem dó de mim, né? Como não podem falar de inflação, porque o IPCA-15 [prévia do índice oficial] deu 0,07% neste mês… E nós temos acompanhamento diário da inflação, tá? Hoje deu menos 0,02%. Tá? Ela [inflação] é cadente, assim, ó [aponta o braço para baixo].
E o emprego?


Houve uma variação. Foi de 5,9% para 6%. É a margem da margem da margem. Foram gerados 123.836 empregos celetistas. Em todo o primeiro mandato do Fernando Henrique Cardoso foram gerados 824.394 empregos. Eu, em 30 meses, gerei 4,4 milhões. Você vai me desculpar. Com a inflação, também… Alguém já disse quanto é que caiu o preço do tomate? Ou só comentaram quando o tomate aumentou? [Pede para uma assessora checar os números. Ela informa que o tomate está custando R$ 4,50 o quilo.] Eu não sou dona de casa, não posso mais ir no supermercado e não sei o preço do tomate hoje. Mas sei a estatística do tomate. Teve uma queda, se não me engano, de 16%. Eu ia naquele supermercado ali, ó [aponta a janela]. Não posso mais.

A senhora acha que os críticos do governo exageram?

Eu propus cinco pactos [depois das manifestações]. E eu tenho um sexto, sabe? Que é o pacto com a verdade. Não é admissível o que se faz hoje no Brasil. Você tem uma situação internacional extremamente delicada. Os EUA se recuperam, mas lentamente. Nós temos um ajuste visível na China. O Fed [Banco Central dos EUA] indicou que deixaria o expansionismo monetário, o que provocou a desvalorização de moedas em todo o mundo. E o país, nessa conjuntura, mantém a estabilidade. Cumpriremos a meta de inflação pelo décimo ano consecutivo. Sabe em quantos anos o Fernando Henrique não cumpriu a meta? Em três dos quatro anos dele [em que a meta vigorou].

A inflação subiu por vários meses no período de um ano.

Nós tivemos a quebra na produção agrícola americana, que afetou os mercados de commodities alimentares. Tivemos uma seca forte no Nordeste e também no sul.

A crítica é que a senhora relaxou no controle da inflação para manter o crescimento.

Ah, é? Tá bom. E como é que ela tá negativa agora?

Há dúvidas também em relação à política fiscal.

A relação dívida líquida sobre PIB nunca foi tão baixa. A dívida bruta está caindo. O deficit da Previdência é 1% do PIB. As despesas com pessoal, de 4,2%, as menores em dez anos. Como é que afrouxei o fiscal? Quero falar do futuro. De agosto até o início do ano que vem, faremos várias concessões, rodovias, ferrovias, aeroportos e portos, o que vai contribuir para a ampliação dos investimentos e para melhorar a competitividade da economia.

Mas o Brasil cresce pouco.
O mundo cresce pouco. Nós não somos uma ilha. Você não está com aquele vento a favor que estava, não. Nós estamos crescendo com vendaval na nossa cara.

O modelo de crescimento pelo consumo não se esgotou?
É uma tolice meridiana falar que o país não cresce puxado pelo consumo. Os EUA crescem puxados pelo consumo e pelo investimento. Nós temos que aumentar a taxa de investimento no Brasil. Aí eu concordo. Tanto que tomamos medidas fundamentais para que isso ocorra. Reduzimos os juros. Desoneramos as folhas de pagamento. Reduzimos a tarifa de energia. E fizemos um programa ousado de formação profissional, o Pronatec.

Os investimentos estão lentos e isso é creditado ao governo. Os empresários reclamam que a senhora não tem diálogo.
Eu? Veja a agenda de qualquer tempo da minha vida. Participei de todos os leilões, do período Lula e do meu. Entendo que eles [empresários] queiram conversar comigo, como faziam sistematicamente. Mas sou presidente. Eu não posso mais discutir taxa interna de retorno.

É outra crítica: o governo interfere, quer definir até a taxa.
É da vida o empresário pedir mais, o governo pedir menos. Aí ganha no meio. O Tribunal de Contas da União exige a definição de uma taxa de retorno. E o governo tem de ter sensibilidade para perceber quando está errado.

A senhora teria características que não contribuiriam para que projetos deslanchem. Seria centralizadora, autoritária.
Não, eu não sou isso, não. Agora, eu sei, como toda mulher, que, se você não acompanha as coisas prioritárias, tem um risco grande de elas não saírem. É que nem filho. Você ajuda até um momento, depois deixa voar.

A senhora já fez ministros chorarem com suas broncas?
Ah, que ministros choram o quê! Aquela história do [ex-presidente da Petrobras José Sergio] Gabrielli? Um dia escreveram que ele era pretensioso e autoritário. No dia seguinte, que eu tinha brigado e que ele chorou no banheiro. A gente ligava pra ele: “Eu queria falar com o autoritário chorão”. Ô, querida, você conhece o Gabrielli? Ah, pelo amor de Deus.

A senhora não é dura demais?
Ah, querida, eu exijo bastante. O que exijo de mim, exijo de todo mundo.

Isso não inibe ministros?
Não tenho visto eles inibidos, não. Nenhum projeto de governo sai da cabeça de uma pessoa só. Não funciona assim. Se funcionasse, eu tava feita. Não trabalharia tanto.

Uma das questões que Lula encaminhou no fim do governo foi o da regulamentação da radiodifusão no país. A senhora enterrou esse assunto?
Não. Agora, o que eu e Lula jamais aceitaremos é que se mexa na liberdade de expressão. Vou te dizer o seguinte: não sou a favor da regulação do conteúdo. Sou a favor da regulação do negócio.

O que acha de o ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, ser chamado por críticos de “ministro do Plim-Plim”?

É um equívoco, uma incompreensão. Essa discussão [da regulação] está sempre posta. O [ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social] Franklin [Martins] deixou um legado importante. E agora vai ter mais discussão. A regulação em algum momento terá de ser feita. Mas ela não é igual ao que se pensou há três anos. É algo complexo, até o que deve ser regulado terá de ser discutido.

Por quê?
Hoje o que está em questão não é mais empresa jornalística versus telecomunicações, TV versus jornais. Hoje tem a internet. Tem um problema sério, nos EUA, no Brasil, para jornais escritos, revistas. Vai haver problema de concorrência da internet, da plataforma IP, em TV. Temos de discutir. Eu não tenho todas as respostas. Todo mundo terá de participar. O Google hoje atrai mais publicidade que mídias que até há pouco eram as segundas colocadas. A vida é dura. E não é só para o governo. [Dilma pede que a conversa seja encerrada, alegando cansaço]. Gente, preciso ir. Estou tontinha da silva [risos].

Ia perguntar sobre seus prováveis adversários em 2014, Aécio Neves e Marina Silva.
[Em tom de brincadeira] Não fica triste, mas sobre isso eu não ia responder, não.

10...20...30... Quem dá mais????

Tá lá na Rede... 









&







Agora é 30% mesmo!!!!

sábado, 27 de julho de 2013

Perguntar não ofende...

Texto do Ricardo Kotscho no seu "Balaio do Kotscho": 

Quando é que vão tirar estes vândalos de circulação?


20 23 20 668 file Quando é que vão tirar estes vândalos de circulação?
 
Em tempo (atualizado às 11h54): vi agora que dos oito vândalos detidos pela notícia na noite de sexta-feira, apenas dois continuam presos. Se é para prender e soltar em seguida, como sempre acontece, o que adianta? 

Leio na manchete do R7 na manhã deste sábado, em matéria de Fernando Mellis, que finalmente a Polícia Militar de São Paulo descobriu a pólvora. Segundo o arguto coronel Reynaldo Simões Rossi, comandante do policiamento militar da região central da cidade, um grupo de vândalos celerados, mascarados e uniformizados de preto,  estava infiltrado no protesto que fechou as avenidas Paulista e 23 de Maio na noite desta sexta-feira, provocando um quebra-quebra que destruiu uma estação do Metrô, 13 agências bancárias, uma loja de carros e um veículo da TV Record, além de uma cabine da própria polícia.
Os homens de Rossi só entraram em ação uma hora após o inicio dos atos de vandalismo. Meu colega Mellis ouviu de um soldado que "a orientação é não causar confronto". Como assim? Os caras de um "grupo anticapitalista" conhecido por "Black Bloc" saem quebrando tudo que encontram pela frente e a polícia, em vez de prendê-los, dá um tempo para evitar confrontos? Até quando?
Em todas as reportagens que vi na televisão e li na internet entre ontem e hoje não encontrei o nome de nenhum desses bandidos que tenha sido preso pela PM. Se não são presos, como puni-los e evitar que continuem destruindo a cidade por qualquer motivo? Desta vez, acreditem, foi para "prestar solidariedade" ao movimento carioca "Vaza Cabral".
O caos provocado pelo banditismo virou rotina na maior cidade do País. Na noite de mais esta "manifestação", São Paulo registrou o maior congestionamento de sua história, com 300 quilômetros de filas de carros parados em 35% das vias monitoradas pela Companhia de Engenharia de Tráfego.

AgenciaBrasil060812MCSP0028 Quando é que vão tirar estes vândalos de circulação?

Quando é que o governador Geraldo Alckmin vai finalmente dar uma ordem à sua polícia parar tirar de circulação estes "grupos radicais" que cabem numa Kombi e se infiltram em "protestos pacíficos", sem sair atirando a esmo bombas de gás e balas de borracha em todo mundo, como aconteceu no início das manifestações do Movimento Passe Livre em junho, uma ação desastrada que acabou provocando a multiplicação dos protestos por todo o País?

A ilha...

Coisa esquisita... Até agora pensávamos que São Paulo, o estado, integrasse o território continental brasileiro, mas a mídia da Casa Grande - vale dizer nominalmente os jornais O Globo, Folha de S. Paulo e Estadão; as revistas Época, Veja e Exame e as Redes de TVs Globo e Band - tenta, à força, mostrar que São Paulo, na verdade, é uma ilha destacada do Brasil.

É isso mesmo! Uma ilha onde não acontece nada de ruim e seus políticos atuais e antigos governantes - na totalidade dos últimos 16 anos - todos tucanos ou coisa parecida, são imunes a corrupção, desvios, desmandos e propinas...

Mas, a realidade é outra como nos mostra matéria veiculada pelo Portal Brasil 247: 


Superfaturamento de R$425 milhões no metrô paulista

:
Reportagem de capa da revista Istoé conta que, a partir de documentos da Siemens, empresa integrante do cartel que drenou recursos do Metrô e trens de São Paulo, o Cade e o Ministério Público concluíram que os cofres paulistas foram lesados em pelo menos R$ 425 milhões pelo esquema montado por empresas da área de transporte sobre trilhos para vencer e lucrar com licitações públicas durante os sucessivos governos do PSDB nos últimos 20 anos; a conta pode acabar sobrando para o governador Geraldo Alckmin em 2014

Texto completo aqui: http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/109754/Superfaturamento-de-R$425-milh%C3%B5es-no-metr%C3%B4-paulista.htm

Para rir no fim de semana...

Essa vem do Bessinha, como sempre, e vai nos servir a todos para alegrar o fim de semana... 





E olha que o Barão do Higienópolis não ofereceu aquilo que outros de seu partido preferem....

E dos médicos oh!!!!!!!!!

Se o Bolsa Família reduziu em 17% a mortalidade infantil, quanto terá reduzido no ganho dos médicos nas áreas em que é pago o benefício????





















Se alguém ainda dúvida de motivação, aí está!!!!!!!!!!!