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segunda-feira, 3 de março de 2014

E o Quinzinho se ferrou... na Folha!!!

O artigo cujo link segue abaixo é de ninguém menos que o Editor de Opinião do jornal Folha de S. Paulo, a Folha do Otavinho, voz e arauto dos conservadores paulistas quatrocentões e da direita brasileira...

Ele mostra a verdade sobre a ação de Joaquim Barbosa na Ação Penal 470 e mostra que o presidente do Supremo já é julgado marginal do Judiciário até pelo seu veículo preferido...

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardomelo/2014/03/1420220-comecar-de-novo.shtml  


Esta análise é assinada pelo ex-editor de Opinião da Folha de S. Paulo, seu atual Editor de Primeira Página e tem opinião isenta - pela própria origem do jornalista e do jornal que o publica. É texto para fazer história...


Os mais ricos...



O Portal Terra publica hoje a lista dos 65 bilionários brasileiros em relação que inclui os irmãos Marinho das Organizações Globo com  30 bilhões e os herdeiros da famiglia Civita, da Abril-Veja com 3 bilhões... 

É bom ter a lista de prontidão tantas são as informações sobre a pretensa "fortuna" do bilionário Lula, um rico em votos, mas nem tanto em dinheiro... 

Brasil tem recorde de 65 bilionários

O brasileiro mais rico atualmente, de acordo com a Forbes, é Jorge Paulo Lemann, que ocupa a 34 posição no geral, com US$ 19,7 bilhões (cerca de R$ 46 bilhões)

Jorge Paulo Lemann é o brasileiro mais rico. Ele aparece na 34 posição em geral, com US$ 19,7 bilhões Foto: André Dusek / Agência Estado
Jorge Paulo Lemann é o brasileiro mais rico. Ele aparece na 34 posição em geral, com US$ 19,7 bilhões
Foto: André Dusek / Agência Estado
A revista americana Forbes divulgou nesta segunda-feira sua lista tradicional lista de bilionários com 65 integrantes brasileiros. O número recorde aponta 19 nomes a mais com relação a 2013, quando o País tinha 46 representantes.

O Brasil quase dobrou sua participação no ranking anual em apenas dois anos - em 2012 eram 37 bilionários locais.

O brasileiro mais rico atualmente, de acordo com a Forbes, é Jorge Paulo Lemann, que ocupa a 34 posição no geral, com US$ 19,7 bilhões (cerca de R$ 46 bilhões). Entre os investimentos do empresário estão Heinz, Burger King e InBev. Conforme a publicação, ele mora na Suíça desde 1.999, quando um de seus filhos sofre uma tentativa de sequestro.


No últimos meses, a publicação americana já apontava alguns novos bilionários brasileiros, como os fundadores da fabricante de motores e componentes eletrônicos WEG, Eggon João da Silva, Werner Ricardo Voigt e Lilian Werminghaus, viúva de Geraldo Werminghaus. Outro empresário do sul do País que aparece pela primeira vez é Alexandre Grendene Bartelle. Miguel Krigsner, fundador e atual dono de 80% do Grupo Boticário, também é um dos novatos. 

Para entrar na lista da Forbes, é preciso ter pelo menos US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,34 bilhões) em ativos, participações em empresas, imóveis, obras de arte e dinheiro vivo. A conta também leva em consideração as dívidas. Ex-bilionário, o empresário Eike Batista era o 100º mais rico do mundo no começo de 2013, mas nem aparece no ranking deste ano. 

Confira quem são os 65 bilionários brasileiros, segundo a Forbes:

Posição Geral Nome Fortuna (US$ bilhões) Idade
#34 Jorge Paulo Lemann $ 19.7 B 74
#55 Joseph Safra $ 16 B 75
#119 Marcel Herrmann Telles $ 10.2 B 64
#137 João Roberto Marinho $ 9.1 B 60
#137 José Roberto Marinho $ 9.1 B 58
#137 Roberto Irineu Marinho $ 9.1 B 66
#146 Carlos Alberto Sicupira $ 8.9 B 66
#367 Francisco Ivens de Sá Dias Branco $ 4.1 B 77
#367 Eduardo Saverin $ 4.1 B 31
#396 Walter Faria $ 3.8 B 58
#483 Aloysio de Andrade Faria $ 3.3 B 93
#520 André Esteves $ 3.1 B 45
#520 Antonio Ermirio de Moraes $ 3.1 B 85
#520 Ermirio Pereira de Moraes $ 3.1 B 81
#520 Maria Helena Moraes Scripilliti $ 3.1 B 83
#580 Fernando Roberto Moreira Salles $ 2.9 B 67
#580 João Moreira Salles $ 2.9 B 52
#580 Walther Moreira Salles Junior $ 2.9 B 57
#580 Pedro Moreira Salles $ 2.9 B 54
#609 Abilio dos Santos Diniz $ 2.8 B 77
#642 Miguel Krigsner $ 2.7 B 64
#663 Edson de Godoy Bueno $ 2.6 B 70
#796 Rossana Camargo de Arruda Botelho $ 2.2 B 64
#796 Renata de Camargo Nascimento $ 2.2 B 63
#796 Regina de Camargo Pires Oliveira Dias $ 2.2 B 60
#796 Moise Safra $ 2.2 B 79
#828 Antonio Luiz Seabra $ 2.1 B 71
#925 Nevaldo Rocha & Família $ 1.95 B 84
#931 Dulce Pugliese de Godoy Bueno $ 1.9 B 66
#931 Michael Klein $ 1.9 B 63
#931 Rubens Ometto Silveira Mello $ 1.9 B 64
#931 Lirio Parisotto $ 1.9 B 60
#1036 Jayme Garfinkel & Família $ 1.75 B 67
#1092 Julio Bozano $ 1.6 B 78
#1143 Ana Maria Marcondes Penido Sant'Anna $ 1.55 B 58
#1143 César Mata Pires $ 1.55 B -
#1154 Sergio Lins Andrade & Família $ 1.5 B 66
#1154 Victor Gradin & Família $ 1.5 B 81
#1154 Alexandre Grendene Bartelle $ 1.5 B 64
#1210 Lina Maria Aguiar $ 1.4 B 76
#1210 Joao Alves de Queiroz Filho $ 1.4 B 61
#1284 Eggon da Silva $ 1.3 B 85
#1284 Elie Horn $ 1.3 B 70
#1284 Carlos Ribeiro Jereissati & Família $ 1.3 B 67
#1284 Jorge Moll Filho $ 1.3 B 69
#1284 José Isaac Peres & Família $ 1.3 B 73
#1284 Werner Voigt $ 1.3 B 84
#1284 Lilian Werninghaus $ 1.3 B 79
#1372 Lia Maria Aguiar $ 1.2 B 76
#1372 Guilherme Peirão Leal $ 1.2 B 64
#1372 Rubens Menin Teixeira de Souza $ 1.2 B 57
#1372 Dorothea Steinbruch $ 1.2 B -
#1442 Alfredo Egydio Arruda Villela Filho $ 1.15 B 44
#1442 Daisy Igel $ 1.15 B 86
#1465 Ana Lucia de Mattos Barretto Villela $ 1.1 B 40
#1465 Edir Macedo & Família $ 1.1 B 69
#1465 José Mendes Nogueira & Família $ 1.1 B 86
#1540 Giancarlo Franceso Civita $ 1.05 B -
#1540 Victor Civita Neto $ 1.05 B -
#1540 Roberta Anamaria Civita $ 1.05 B -
#1540 José Roberto Ermirio de Moraes $ 1.05 B 56
#1540 José Ermirio de Moraes Neto $ 1.05 B 61
#1540 Liu Ming Chung $ 1.05 B 51
#1540 Neide Helena de Moraes $ 1.05 B 59
#1565 Carlos Martins $ 1 B 57


domingo, 2 de março de 2014

Joaquim Barbosa e o Haldol...

Haldol é um dos medicamentos mais pesados no controle da esquizofrenia. É controlado, vendido apenas com receita azul e provoca um efeito que os pacientes psiquiátricos costumam chamar de "sossega leão" tal a prostração que provoca. 

Pois não é o chargista Aroeira descobriu o Haldol e o colocou de forma apropriada em um personagem que esquizofrenicamente parece andar em surto permanente???

Haldol na veia





Fonte: Blog do "Esquerdopata - SQN"

sábado, 1 de março de 2014

"Veja" só que coisa...

Lendo o "Tijolaço" do Fernando Brito me deparei com um texto assinado pelo Miguel do Rosário com uma avaliação que é antológica e revela a realidade do conceito da revista "veja" - assim  mesmo, co m minúscula - mostrando a que ponto nossa profissão - o jornalismo - pode chegar...



A socióloga Sílvia Viana, procurada para uma reportagem sobre o BBB 14, produziu uma resposta que a posteridade vai poder usar como medida do repúdio despertado pela Veja depois que se transformou num panfleto de baixo jornalismo, nos últimos dez anos.

Disse Sílvia a quem pedira a entrevista:

“Respondo seu e-mail pelo respeito que tenho por sua profissão, bem como pela compreensão das condições precárias às quais o trabalho do jornalista está submetido. Contudo, considero a ‘Veja’ uma revista muito mais que tendenciosa, considero-a torpe. Trata-se de uma publicação que estimula o reacionarismo ressentido, paranoico e feroz que temos visto se alastrar pela sociedade; uma revista que aplaude o estado de exceção permanente, cada vez mais escancarado em nossa “democracia”; uma revista que mente, distorce, inverte, omite, acusa, julga, condena e pune quem não compartilha de suas infâmias – e faz tudo isso descaradamente; por fim, uma revista que desestimula o próprio pensamento ao ignorar a argumentação, baseando suas suposições delirantes em meras ofensas.

Sendo assim, qualquer forma de participação nessa publicação significa a eliminação do debate (nesse caso, nem se poderia falar em empobrecimento do debate, pois na ‘Veja’ a linguagem nasce morta) – e isso ainda que a revista respeitasse a integridade das palavras de seus entrevistados e opositores, coisa que não faz, exceto quando tais palavras já tem a forma do vírus.

Dito isso, minha resposta é: Preferiria não.”


Texto completo em:http://tijolaco.com.br/blog/?p=14765

O elogio à Justiça!!!

Sem comentários...


Política

Barroso, o senhor juiz, e sua declaração de amor ao direito


Há dois tempos na vida de um Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal): o momento prévio à indicação e o momento depois de indicado.

Antes da indicação, ele necessita da aprovação do presidente da República. Para espíritos menores, é o momento da lisonja, das articulações políticas, das promessas futuras. Para espíritos políticos, a afinidade com o padrinho ou com o projeto político.
Depois da indicação, cessa qualquer subordinação ao Executivo. O Ministro torna-se irremovível e a salvo de qualquer pressão. O único poder capaz de afetá-lo é a mídia, seja expondo-o a críticas, ao deboche, a denúncias consistentes ou a escândalos vazios; ou então o julgamento de seus pares.

Os espíritos maduros mantém a altivez; os espíritos menores, exorbitam ou vacilam.

***

Poucos têm a solidez de um Ricardo Lewandowski para remar contra a maré e não se deslumbrar com as luzes dos holofotes. E nenhum deles foi fruto tão direto da meritocracia quanto Luís Roberto Barroso.

Em que pese seu inegável preparo, Celso de Mello e Sepúlveda Pertence assumiram por favores explícitos prestados ao governo Sarney e ao polêmico Ministro da Justiça Saulo Ramos. Marco Aurélio de Mello deve o cargo ao primo Fernando Collor. Gilmar Mendes foi nomeado por FHC para blindá-lo de qualquer aventura jurídica futura do STF; Lula nomeou Dias Toffoli com a mesma intenção. Joaquim Barbosa entrou na cota racial; Ayres Britto fingindo-se petista; e Luiz Fux, à dupla malandragem, de prometer “quebrar o galho” antes, e de não cumprir com a palavra depois.

***

Há muitos anos Luís Roberto Barroso já era unanimidade no meio jurídico.

Sua indicação não foi um favor da Presidente a ele; foi um favor dele às instituições, especialmente a uma instituição ameaçada, como o STF.


Certamente, não o prêmio do reconhecimento, que já tinha; ou da popularidade, que não o cativa. Parece que queria algo mais substantivo.

***
Ao se insurgir contra o julgamento anterior da AP 470,  para o crime de formação de quadrilha, aparece o objetivo: desmanchar uma trama que maculou o Supremo e a justiça.

Não é desafio fácil, é apenas para os grandes.

Barroso tem muito a perder – a simpatia da mídia, a tranquilidade da unanimidade, a blindagem contra ataques, a exposição pública (porque televisionada) às baixarias de valentões de bar, como Joaquim Barbosa ou Gilmar Mendes, até os ataques presenciais, como os que sofreu Lewandowski.

E o que teria a ganhar expondo as mazelas de seus pares, indagariam os cidadãos (e Ministros) que enxergam o mundo da planície das vaidades pontuais? Não precisa do Executivo, não se identifica em nada com o PT, não tem as pretensões políticas de Joaquim Barbosa, nem as comerciais de Gilmar Mendes, nem quer entrar no grito na história, como Celso de Mello. Não precisa incorrer no ridículo permanente de um Ayres Britto para ser aceito pelo establishment: já faz parte da elite social e jurídica do país.

Seu único objetivo foi o da restauração da imagem do Supremo – e, a partir dela, do direito -, afetada pelos exageros de um julgamento que tinha de tudo para ser exemplar. Como um pedagogo, pregar a lição de que não há politização que justifique a instrumentalização da justiça, como os atos que cometeram em co-autoria Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Celso de Mello, Marco Aurélio de Mello e Ayres Britto.


Em toda minha carreira jornalística, poucas vezes testemunhei ato tão desprendido e apaixonado de amor à profissão quanto a atitude de Barroso.

Confirma o que ouvi de grandes juristas, antes da sua posse: Barroso é uma instituição maior que o próprio STF de hoje. É um iluminista em uma terra em que a selvageria insistentemente se sobrepõe à civilização.

PS – Na esteira da rebeldia legitimadora de Barroso, outro brado, agora de mais um jornalista em defesa dos fatos: o depoimento do setorista do Estadão no STF, repórter Felipe Recondo, relatando o que viu e ouviu nos bastidores do julgamento da AP 470, e rompendo a cortina de silêncio que foi auto-imposta pelos setoristas menos jornalistas, e impostas aos verdadeiramente jornalistas.

O Estadão sonegou a informação de seus leitores: ela ficou restrita ao blog do repórter.

Em sua matéria, mostra que Joaquim Barbosa não acreditava na peça acusatória do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel.

Considerava-a inconsistente e sem provas contra seu principal alvo, José Dirceu. E que o aumento da pena, no crime de formação de quadrilha, era essencial para completar o jogo.

Este é o texto de Recondo nas páginas do Estadão: 



Análise: As operações aritméticas do ministro Joaquim Barbosa



Em meio às falas sobrepostas na sessão de quarta do STF, o ministro Joaquim Barbosa soltou uma frase que guardava consigo há pelos menos três anos:  "Foi para isso mesmo, ora!"

28.02.2014 | 17:36
 

Felipe Recondo - O Estado de S. Paulo

Barbosa acabava de admitir abertamente o que o ministro Luís Roberto Barroso dizia com certos pudores. A pena para os condenados pelo crime de formação de quadrilha no julgamento do mensalão foi calculada, por ele, Barbosa, para evitar a prescrição. Por tabela, disse Barroso, o artifício matemático fez com que réus que cumpririam pena em regime semiaberto passassem para o regime fechado.
A assertiva de Barroso não era uma abstração ou um discurso meramente político. A mesma convicção teve, para citar apenas um, o ministro Marco Aurélio Mello. Em seu voto, ele reconheceu a existência de uma quadrilha, mas considerou que as penas eram desproporcionais. E votou para reduzi-las a patamares que levariam, ao fim e ao cabo, à prescrição. Algo que Barbosa há muito temia, como se verá a seguir.
Foi essa suposição de Barroso que principiou a saraivada de acusações e insinuações do presidente do STF contra os demais ministros. Eram 17h33, quando Barroso apenas repetiu o que os advogados falavam desde 2012 e que outros ministros falavam em caráter reservado.
Joaquim Barbosa acompanhava a sessão de pé, reticente ao voto de Barroso, mas ainda calmo. Ao ouvir a ilação, sentou-se de forma apressada e puxou para si os microfones que ficam à sua frente. Parecia que dali viria um desmentido categórico, afinal a acusação que lhe era feita foi grave.
Mas Joaquim Barbosa não repeliu a acusação. Se o fizesse, de fato, estaria faltando com a sua verdade, não estaria de acordo com a sua consciência. Três anos antes, em março de 2011, Joaquim Barbosa estava de pé em seu gabinete. Não se sentava por conta do problema que ainda supunha atacar suas costas. Foi saber depois, que suas dores tinham origem no quadril.
A porta mal abrira e ele iniciava um desabafo. Dizia estar muito preocupado com o julgamento do mensalão. A instrução criminal, com depoimentos e coleta de provas e perícias, tinha acabado. E, disse o ministro, não havia provas contra o principal dos envolvidos, o ministro José Dirceu. O então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, fizera um trabalho deficiente, nas palavras do ministro.
Piorava a situação a passagem do tempo. Disse então o ministro: em setembro daquele ano, o crime de formação de quadrilha estaria prescrito. Afinal, transcorreram quatro anos desde o recebimento da denúncia contra o mensalão, em 2007. Barbosa levava em conta, ao dizer isso, que a pena de quadrilha não passaria de dois anos. Com a pena nesse patamar, a prescrição estaria dada. Traçou, naquele dia em seu gabinete, um cenário catastrófico.
O jornal O Estado de S. Paulo publicou, no dia 26 de março de 2011, uma matéria que expunha as preocupações que vinham de dentro do Supremo. O título era: "Prescrição do crime de formação de quadrilha esvazia processo do mensalão".
Dias depois, o assunto provocava debates na televisão. Novamente, Joaquim Barbosa, de pé em seu gabinete, pergunta de onde saiu aquela informação. A pergunta era surpreendente. Afinal, a informação tinha saído de sua boca. Ele então questiona com certa ironia: "E se eu der (como pena) 2 anos e 1 semana?".
Barroso não sabia dessa conversa ao atribuir ao tribunal uma manobra para punir José Dirceu e companhia e manter vivo um dos símbolos do escândalo: a quadrilha montada no centro do governo Lula para a compra de apoio político no Congresso Nacional. Barbosa, por sua vez, nunca admitira o que falava em reserva. Na quarta-feira, para a crítica de muitos, falou com a sinceridade que lhe é peculiar. Sim, ele calculara as penas para evitar a prescrição. "Ora!"

Felipe Recondo é repórter do jornal O Estado de S. Paulo em Brasília.
 


A tucanagem anti-povo explícita...

Que o PSDB, vale dizer os tucanos na sua totalidade são contra conquistas populares é coisa sabida e repetir isso é chover no molhado...

Mas, que o partido de gente do estilo de Dom Fernando o Rei do Higienópolis, Aécim o Faraó das Minas e Zé Serra, o Barão do Alagão é capaz de surpreender em sua atitudes contra o povo, vez por outra surpreende as gente.

Agora, o partido da elite, do "Cansei" e do Instituto Millenium, chegou ao extremo e quer mais é que pobre não tenha assistência médica gratuita nem com médicos cubanos. E a desculpa é a "escravidão" que já foi desmentida mil vezes pelos profissionais cubanos que estão no país...

Olha só o que está lá no Portal Brasil 247: 

Mais Médicos: PSDB vai à ONU e à OIT por 'escravidão'

:
O líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy, anunciou mais uma série de ações sobre o programa Mais Médicos "em virtude das informações reveladas pela imprensa de que o modelo de contratação dos médicos de Cuba não é igual ao adotado por outros países, como afirma o Ministério da Saúde, e também pela falta de transparência sobre as condições de admissão dos profissionais cubanos"; tucano apresentará pedido junto à OIT para que seja investigada a "provável" condição de escravidão a que estão submetidos os médicos cubanos e encaminhará também carta de alegações à ONU e à OMS

O conselho...

O Facebook tem, por vezes, boas coisas. Hoje surgiu um cartazinho com um bom conselho...



Veio lá do Arquivo de Dispositivos Móveis...

Xiiii... Danou-se!!!



O privilegiado  voltou... Ele está de novo nas rodas e não é em cima de moto Halley Davidson, não... é na roubalheira mesmo... E roubalheira comprovada que envolve até gente do FHC. 

E com isso fica a pergunta: que credibilidade tem o inefável Bob Jefferson???

Esta matéria saiu hoje no Estadão: 

Planilha indica propina de R$ 150 mil da Siemens para grupo de Roberto Jefferson

01 de março de 2014

FERNANDO GALLO, FAUSTO MACEDO - O Estado de S.Paulo
 
Planilhas apreendidas em computadores de ex-diretores dos Correios indicam que a multinacional alemã Siemens acertou o pagamento de pelo menos R$ 150 mil em propina ao grupo do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) para obter um contrato com a empresa pública em 2005.

Naquela época, Jefferson controlava politicamente os Correios. Foi em meio a suspeitas de que estaria envolvido com desvios na estatal que o então deputado e também presidente do PTB decidiu denunciar o mensalão, esquema de pagamento de parlamentares durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Hoje Jefferson cumpre pena de 7 anos e 14 dias no Rio de Janeiro por receber dinheiro do mesmo mensalão que delatou.

O contrato dos Correios que envolve a Siemens - que hoje também é alvo de investigações por causa do cartel dos trens que funcionou nos governos tucanos em São Paulo - tinha o valor de R$ 5,3 milhões. Ele foi firmado no governo Lula para fornecimento de sistemas eletrônicos de movimentação e triagem de carga.

As planilhas que indicam o pagamento de propina foram encontradas pela Polícia Federal após apreensão dos computadores do ex-diretor dos Correios Maurício Marinho e de outro assessor da diretoria. Além disso, e-mails apreendidos com lobistas que atuavam na estatal mostraram que o diretor da Siemens Luiz Cox negociou pagamento de "comissão" para obter contrato com os Correios.

Os documentos integram ação penal em que Marinho e Jefferson são réus na Justiça Federal do Distrito Federal. O ex-deputado responde por formação de quadrilha e é acusado de ser "o chefe da estrutura criminosa" que atuava nos Correios e desviava dinheiro para o PTB. Marinho é acusado dos crimes de quadrilha e corrupção.

Os Correios abriram sindicância, investigaram o caso internamente e decretaram a inidoneidade da Siemens. 

A empresa alemã recorreu à Justiça, mas perdeu. De quebra, acabou proibida em janeiro de participar de licitações públicas e fechar contratos com governos em todo o País nos próximos cinco anos, conforme revelou ontem o Estado.

A sindicância dos Correios também viu indícios de suborno em outro contrato com a Siemens, este de 2001, na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de R$ 25 milhões. Nesse contrato, as autoridades que investigaram o caso não conseguiram detectar o valor da propina. Na ocasião, os Correios eram presididos por Hassan Gebrin, indicado pelo então ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga. Pimenta hoje é o candidato tucano ao governo de Minas Gerais.

Jefferson denunciou o mensalão depois que a revista Veja publicou, em maio de 2005, reportagem que abordava o esquema na estatal. A reportagem citava vídeo em que Maurício Marinho recebia R$ 3 mil de propina de um empresário - até hoje, este empresário nunca foi identificado. Na gravação divulgada, Marinho também revelava ser apadrinhado por Roberto Jefferson.

Três semanas depois, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Jefferson revelou o mensalão. O então deputado alegou ter visto digitais do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, também preso atualmente, no vazamento do vídeo. Jefferson acreditava que o PT desejava ocupar o espaço do PTB nos Correios. Daí porque, no seu entender, tentava incriminar Marinho, seu apadrinhado.

Ainda em 2005, a Polícia Federal fez operação para desmontar o esquema nos Correios. Foram apreendidos, além dos materiais e planilhas dos diretores da estatal, computadores de lobistas que, segundo o Ministério Público Federal, cooptavam empregados dos Correios para obter informações sobre licitações e se associavam com empresas para fraudar concorrências.

Os lobistas José Santos Fortuna e Clauzer Esteves, sócios da empresa Atrium, foram denunciados em outra ação penal também por desvio de dinheiro dos Correios - hoje são réus. Em computadores da Atrium, a PF encontrou e-mails trocados com o diretor da Siemens Luiz Cox, que assinou o contrato de 2005. Em julho de 2004, Cox - atualmente gerente de soluções inteligentes de tráfego da empresa - escreveu para os lobistas: "Propomos reduzir o valor mínimo necessário para que participemos do processo de 5.4 para 5.3 (excluída a comissão, que neste caso poderia até ser um pouco maior se as devidas providências forem tomadas)".

No material apreendido os lobistas também escreveram ter recebido "comissão" por ajudar a Siemens em negócios.