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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

E tem gente que ainda duvida...



Que a Folha de S. Paulo, a inefável Faia do Otavinho é hoje mais que um jornal, um partido da oposição, a cada dia fica mais claro.... 

E pra quem duvida, é só ver a sequência de manchetes de hoje pela manhã no site do UOL, a versão Internet do jornalão marrom da Barão de Limeira: 




Governo desvia foco e fala em alta média do PIB de 4% até 2024

A frase de hoje...




"Quando se fala em oposição, entenda-se bem, estamos nos referindo não apenas aos partidos, mas ao setor da imprensa que se comporta como o partido da ideologia do medo e do ódio -  medo e ódio aos partidos de esquerda, à participação do Estado na economia, às políticas de promoção social baseadas no princípio da solidariedade coletiva, e não da competição individual. Esta oposição, que tem na velha imprensa tradicional seu representante mais extremista, tem sido sistematicamente derrotada, eleição após eleição, desde Lula. Derrotada não necessariamente em seu projeto. Os banqueiros e a velha mídia continuam dando a linha da expectativa de muitos setores da economia e mesmo mandando em muitas áreas de governo. Mas estão sendo derrotados em sua pretensão mais especial: a de que são os “grandes” formadores de opinião do país. Tal pretensão arrogante e manipuladora tem sido reduzida a pó e forçada a aterrissar, junto com os pilotos de suas aeronaves partidárias, a cada pleito presidencial."

 Antonio Lassance - Doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília.

Texto completo em: http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/A-oposicao-que-virou-po/4/29701

Me engana que eu gosto...

Para analisar um personagem tão lamentável quanto o é Fernando Henrique Cardoso, a ,pena de Paulo Nogueira no "Diário do Centro do Mundo" é imbatível. 

Esta foi publicada ontem: 

A quem FHC pensa que engana com sua conversa de virgem em lupanar?


FHC e Roberto Marinho na inauguração do parque gráfico da Globo, em 1999, financiado com dinheiro público
FHC e Roberto Marinho na inauguração do parque gráfico da Globo, em 1999, financiado com dinheiro público


A quem FHC pensa que engana com sua conversa de virgem num lupanar? Apoiar a brutalidade de Joaquim Barbosa  –primeiro verbalmente, agora num artigo — foi uma das coisas mais baixas que FHC fez em sua vida política.

Octogenário, vivido, inteligente, FHC não tem o direito de achar que alguém possa acreditar, como ele disse, que a Constituição foi defendida com as prisões.

Ora, FHC comprou a Constituição em 1997 para poder se reeleger. Como contou à Folha na época um certo “Senhor X” – que até os mortos do cemitério de Brasília sabiam tratar-se do deputado Narciso Mendes, do Acre – sacolas com 200 mil reais (530 mil, em dinheiro de hoje) foram distribuídas a parlamentares para que a Constituição fosse alterada.

Os detalhes oscilam entre a comédia e a tragédia, como contou Mendes. Os parlamentarem tinham recebido um cheque, como garantia. Comprovado o voto, os cheques foram rasgados e trocados por sacolas cheias de dinheiro, como numa cena de Breaking Bad, a grande série em que um professor de química com os dias contados vira um traficante de metanfetamina para garantir o futuro da família.

E sendo isso de conhecimento amplo, geral e irrestrito FHC defende, aspas, a Constituição que ele comprou há 16 anos?

FHC, no fim de sua jornada, lamentavelmente vai se tornando parecido com o sinistro Carlos Lacerda, o homem – ou o Corvo, como era conhecido —  que esteve por trás da morte de Getúlio e da deposição de Jango.


FHC, em nome sabe-se lá do que, se presta hoje a fazer o jogo de uma direita predadora que, à míngua histórica de votos, faz uso indecente de “campanhas contra a corrupção” para derrubar administrações populares.

É, numa palavra, o antipovo.

Sêneca, numa de suas passagens mais inspiradas, disse o seguinte: “Quando lembro de certas coisas que disse, tenho inveja dos mudos”.
É uma passagem que se aplica perfeitamente a FHC.

O que será?... O que será???

Tá lá no Facebook, na página do Stanley Burburinho: 


   Sempre que a Veja faz capa sobre saúde ou comportamento e as meninas do Jô desaparecem pode apostar que o PSDB fez alguma besteira



Oh, dúvida que mata, sô!!!

Ihh...até os ingleses???

É... até os ingleses da Agência Reuters, a maior agência noticiosa europeia, estão fazendo matérias a favor do programa "Mais Médicos" louvando os profissionais cubanos que estão conquistando mentes e corações da população pobre do País. 

A matéria é do Portal Brasil 247 - Bahia: 

Por Anthony Boadle
JIQUITAIA, Bahia, 2 Dez (Reuters) - Eles foram vaiados e chamados de escravos de um Estado comunista assim que desembarcaram no Brasil, mas nos cantos mais pobres do país a chegada de 5.400 médicos cubanos está sendo saudada como uma benção.
O programa para preencher lacunas no sistema nacional de saúde com médicos estrangeiros, principalmente de Cuba, pode se tornar um grande catalisador de votos para a presidente Dilma Rousseff agora que ela se prepara para disputar um segundo mandato na eleição do ano que vem, apesar da feroz oposição da classe médica nacional.
A decisão de usar o programa cubano de exportação de médicos, iniciado pelo ex-líder Fidel Castro, se tornou uma prioridade depois que protestos de massa contra a corrupção e a má qualidade dos serviços públicos de transporte, educação e saúde tomaram as ruas de várias cidades do país em junho.
Poucas semanas depois, Dilma lançou o "Mais Médicos", programa de contratação de médicos brasileiros e estrangeiros para regiões remotas do país e periferias de áreas metropolitanas.
O governo federal assinou um contrato de três anos para trazer milhares de médicos cubanos para trabalhar nessas áreas onde os profissionais brasileiros preferem não atuar.
Com base em um acordo que renderá cerca de 225 milhões de dólares por ano a Cuba, onde o governo precisa de dinheiro, médicos cubanos estão sendo enviados a postos de saúde em comunidades de várias cidades brasileiras e em vilarejos do Nordeste castigados pelas secas, áreas que carecem de médicos residentes.
O Estado da Bahia está reabrindo centros de saúde em áreas rurais, fechados por falta de funcionários. Moradores de Jiquitaia, um povoado do interior cercado por cactos, bodes e gado esfomeado, não precisam mais viajar 46 quilômetros em estrada de chão para consultar um médico.
"Foi uma benção de Deus", disse o agricultor Deusdete Bispo Pereira, depois de ser examinado por dores no peito pela médica Dania Alvero, de Santa Clara, Cuba. "Mudou 100 por cento. Todo mundo está gostando. A gente tem medo que vão embora", disse ele.
Idosos e mulheres grávidas lotavam o centro de saúde da família esperando ser examinados por Dania, que é especializada em medicina preventiva, como a maioria dos médicos cubanos.
"Há doenças aqui das quais eu só lia em livros, como a lepra (hanseníase), que já não existe mais em Cuba", disse ela, mesclando palavras em espanhol e português.
MÉDICOS DE ALUGUEL
Há décadas, Cuba começou a enviar médicos ao exterior para ajudar países em desenvolvimento por motivos ideológicos, como disciplinados soldados revolucionários mandados por Fidel ao tabuleiro de xadrez da Guerra Fria, da Argélia e Etiópia a Angola e Nicarágua.
Com o país mergulhado em uma crise econômica depois do colapso da União Soviética, Fidel concebeu um esquema de médicos-por-petróleo com o falecido presidente venezuelano Hugo Chávez, em 2000.
Mesmo com a maior parte da renda indo para o governo de Cuba, os médicos cubanos adoram ir para fora porque podem ganhar muito mais do que recebem em casa, onde o salário máximo de um médico equivale a 50 dólares por mês.
"Nós não ganhamos muito, mas não estamos aqui pelo dinheiro. Estamos aqui para ajudar nosso país, que é pobre", disse Lisset Brown, que trabalha em um posto de saúde da localidade de Ceilândia, o maior bairro na periferia de Brasília.
A chegada de 12 médicos cubanos aliviou o trabalho do sobrecarregado hospital de Ceilândia e melhorou a credibilidade do sistema público de saúde, disse a enfermeira brasileira Tânia Ribeiro Mendonça. "A população vê com bons olhos que o governo está tentando uma melhoria na atenção médica."
INSATISFAÇÃO DOS MÉDICOS
Inicialmente, os médicos brasileiros tentaram impedir a chegada dos colegas estrangeiros, vistos como uma tentativa de minar seus interesses profissionais e padrões médicos.
Quando um primeiro contingente de cubanos desembarcou no aeroporto de Fortaleza, em agosto, médicos brasileiros revoltados gritaram "Escravos!" para eles.
Mas eles tiveram de abaixar o tom de suas críticas porque as pesquisas de opinião mostram que a vasta maioria dos brasileiros é a favor da contratação de estrangeiros quando não houver médicos locais disponíveis, mesmo que permaneçam dúvidas sobre as qualificações dos cubanos.
"Nós não somos contra a vinda de médicos de fora para trabalhar aqui. Podem vir da Rússia, Inglaterra, Cuba ou Bolívia. O que nós defendemos é que médicos formados fora devem ser avaliados para trabalhar no Brasil. O governo não está fazendo isso", disse o presidente da Associação Médica Brasileira, Florentino Cardoso.
Cirurgião oncológico, Cardoso se queixa de que Dilma "procurou demonizar" os médicos brasileiros ao associá-los com as muitas deficiências do sistema nacional de saúde. Levar mais médicos para áreas periféricas, disse ele, não vai acabar com as filas nos serviços médicos deficitários nas cidades.
ELEIÇÕES DE 2014
Com pouco mais de quatro meses de lançamento, o Mais Médicos está ganhando oportunos elogios políticos para Dilma, que pode apontar o programa como um exemplo de sua rápida resposta aos protestos populares de junho.
Mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas na época expressar sua ira contra serviços públicos inadequados que consomem dinheiro dos contribuintes e são criticados pelas longas filas e demorada espera por atendimento nas unidades de saúde no país.
"Este é um grande plus para a reeleição dela. As pesquisas mostram que há uma elevada taxa de aprovação ao programa", disse o professor de Política David Fleischer, da Universidade de Brasília.
No Nordeste, médicos cubanos estão de fato ganhando os corações e votos para Dilma.
"Eles têm carisma e humildade e olham nos olhos da gente na consulta, o médico brasileiro não", disse Angelo Ricardo, que levava o pai idoso a um centro de saúde na cidade baiana de Remanso. "A população carente no Brasil está precisando disto, preocupação na vida do paciente. Eu voto nela, sem dúvida."

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Beneficiando o andar de cima...

Uma boa análise sobre o badalado "superavit primário" é feita pelo "Tijolaço" em texto primoroso para começar a semana... 

Querem mais superavit primário? Pois vejam de quem isso tira dinheiro: dos pobres

2 de Dezembro de 2013 | 00:05 Autor: Fernando Brito
bolsa
O blog Dinheiro Público, da Folha, publica três gráficos que reproduzo a seguir, com alterações, para mostrar a evolução dos gastos do Governo Federal com benefícios sociais – aposentadorias, pensões, auxílios diversos, seguro-desemprego, abono salarial, assistência a idosos e deficientes e, a partir do Governo Lula, o Bolsa Família.
Acrescentei aos gráficos o valor que representam como porcentagem do PIB brasileiro, corrigido, como os demais valores, pelo IPCA.
Verifique, abaixo, como foi o volume e perfil destes gastos no início do governo Fernando Henrique.
gastos1
Repare que as despesas da previdência significavam mais de 80% dos gastos totais. Estes, por sua vez, representavam 5,45% do Produto Interno Bruto do país.
Logo no início do governo Lula, registrou-se uma pequena elevação:
gastos2
Repare que as aposentadorias e pensões continuaram representando mais de 75% do total, porque além do crescimento natural, tiveram um salto com as antecipações de aposentadorias causadas pela reforma da Previdência, a dobra dos auxílios a deficientes e idosos e o início do Bolsa Família.
Agora, o último gráfico mostra o que ocorreu durante o Governo Lula e os dois primeiros anos do Governo Dilma.
gastos3

Fica claro que, se os gastos do Governo Federal tivessem se mantido nos níveis recebidos por Lula de Fernando Henrique, crescendo apenas na proporção em que crescia a economia, seria fácil manter a geração de superávits primários num nível até acima do que os governos do PSDB fixavam.
Como estes benefícios, na maioria, são relacionados ao salário-mínimo, é fácil imaginar a redução de gastos se os governos Lula/Dilma não tivessem produzido uma elevação do mínimo, de cerca de 60%, nos seus governos.
Não são os gastos de custeio da máquina pública ou o da remuneração dos servidores que estão representando um aumento de despesas públicas.
É o que tem sido transferido – em aposentadorias, pensões, auxílios e abonos – aos segmentos mais frágeis do povo brasileiro e que faz girar a economia brasileira.
Quem defende superavits maiores tem de ter a honestidade – e a crueldade – de dizer que é destas pessoas que se terá de tirar, até porque são os mesmos que defendem a continuidade de uma política de juros altos que, todo ano, consome dois terços do valor que se destina a estes gastos sociais.
E assuma ser o que é: algoz dos pobres.



Tá explicado!!!...

Circula no Facebook: 

É assim que eles se reelegem em SP. 


 Foto: Direita Blindada.


 
Acho que assim se explica muita coisa, né não?

Discrição imoral...

O cartunista Carlos Latuff ilustra hoje matéria do site Brasil 247 que trata da diferença da abordagem pela Mídia da Casa Grande entre os casos de tráfico de drogas. E o faz com a maestria de sempre...



:
A diferença de tratamento dado pela imprensa nos casos de tráfico no varejo e no atacado, segundo o cartunista Carlos Latuff; caso do helicóptero do deputado estadual Gustavo Perrella, flagrado com mais de 400 quilos de cocaína, foi divulgado com discrição 

***
 
E no Facebook está mais esta... 
 
    Foto de Soldadinho de chumbo.

  

 
Realmente, é de se lamentar!!!

Depois reclamam....




Os exageros da elite agridem a consciência do cidadão mais que qualquer outra coisa. Hoje, por exemplo, em meio à série de amenidades e futilidades típicas de coluna social, o Ancelmo Góis, na sua coluna em "O Globo" publica nota que mostra bem a quantas anda a sensibilidade dessa elite: 




Vida dura

Um morador do Golden Green, condomínio de bacanas na Barra, no Rio, alugou semana passada um helicóptero, acredite, só para levar a filha à escola. É que, nos últimos dias, o trânsito tem sido infernal, e a menina está realizando as provas finais. Não pode se atrasar.
Eu entendo.

Depois eles vão reclamar quando o "andar de baixo" reagir a isso...

Para Marcelo Deda

  Por nossa homenagem a um homem digno que deixou o Brasil mais pobre, um texto colhido  no Luís Nassif Online:

Foto de Partido dos Trabalhadores.
 

 

 

 A morte de Deda e o exercício do ódio

Quando o delegado Romeu Tuma morreu, vetei qualquer celebração de sua morte aqui no blog. Custou-me ataques de radicais inescrupulosos.

Dá arrepio as celebrações pela morte do governador sergipano Marcelo Deda. Na última vez que estive com ele, alguns anos atrás, mostrou-se orgulhoso o filho caçula, com síndrome de Down, dizendo-me que era a alegria da casa.

Independentemente do caráter das pessoas - e Deda era um homem e político diigno - um dos poucos sentimentos que unem homens e animais é o do constrangimento em relação a morte.

Anos de luta  política inclemente, com o exercício reiterado do ódio, criaram uma geração animalesca, que se diz presente nas redes sociais celebrando a morte de um pai de família.

Por Mirane Albuquerque, pelo Facebook
há 10 minutos ·
Não me recordo qual era o ano, nem vou olhar no google. Lembro-me bem quando o filho do ACM morreu, abruptamente, de um ataque cardíaco. A despeito de todas as divergências políticas implicadas, meu sentimento foi de choque. Uma pessoa jovem, deixando a família arrasada, uma vida que não cumpriu todos o seu potencial, mesmo que uma parte significativa deste fosse radicalmente contrário aos meus ideais. Senti pena vendo aquele homem tão poderoso, de quem sempre discordei e de cujo legado discordo, despido, naquele instante doloroso, de toda sua pompa. Era somente um pai, destruído, ao lado do caixão do filho morto prematuramente.

Essa recordação hoje está muito presente, após ler os comentários mais odiosos e torpes, em alusão à morte de Marcelo Déda. Também houve inúmeros assim, quando outro dia foi a vez de Luiz Gushiken. E, infelizmente, muitos haverá, talvez em breve, se José Genoino não aguentar o tranco. Alguns anos atrás, teve gente comemorando o câncer de Lula e, depois, de Dilma.

Eu pensava que sabia o que era ódio, mas descubro que não sei. Quantas vezes eu disse "eu odeio" sem ter noção. Eu achava que odiava meu pai, quando adolescente, toda vez que ele me proibia de ir a uma festinha ou de namorar determinado garoto. Eu achava que odiava jiló. Eu achava que odiava um ou outro namorado que me decepcionou. Eu achava que odiava este ou aquele político contrário à minha ideologia. Eu achava que odiava amarelo. Eu achava que odiava o Flamengo (rs).

Amadora, isso é o que eu sou, e sempre fui, em matéria de ódio. Eu e, felizmente, "a torcida do Flamengo", como se diz, a grande maioria do povo brasileiro.